Soldado mata colega durante troca de guarda

O Exército acredita que foi acidental a morte do soldado Leonardo Lima da Silva, de 19 anos, atingido por um tiro de fuzil calibre 7.62, durante a troca da guarda, no final da tarde de segunda-feira, no quartel da Fortaleza do Itaipu. Mas o delegado titular do 1° Distrito Policial de Praia Grande, Carlos Alberto de Sá Romano, está convicto de que não houve acidente, razão pela qual está indiciando o soldado Marcelo do Nascimento, de 19 anos, autor do disparo, por homicídio doloso (intencional).De acordo com o delegado Romano, Marcelo do Nascimento não observou os procedimentos de segurança na manipulação da arma, fato que não pode ser ignorado, em hipótese alguma, em se tratando de um militar experiente. Marcelo e seu colega morto deveriam dar baixa no final deste mês. "O agravante é que, depois do disparo, o soldado ainda tentou trocar os carregadores da arma, com o objetivo de forjar um suicídio, a fimde incriminar a vítima", revelou a autoridade policial, após tomar o depoimento de uma testemunha, que também é soldado.O recruta Leonardo morreu no próprio local da sentinela. O disparo atingiu sua região torácica, saindo pelas costas. Após o crime, Marcelo ficou retido no quartel, devendo responder a inquérito policial militar.

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