Soldado que devolveu dinheiro do BC será homenageado em Natal

O soldado da Polícia Militar Wagner Silva Cerqueira Rocha, de 29 anos, que recolheu R$ 78.650 de moradores que encontraram milhares de notas de R$ 50,00 em uma casa abandonada na zona norte de Natal, em 29 de julho, será condecorado pelo Governo do Estado com a Medalha do Mérito Profissional Coronel Manoel Bento de Medeiros. A condecoração, marcada inicialmente para esta quarta-feira, 9, foi adiada e ainda não há uma nova data prevista para a cerimônia.A medalha é um reconhecimento a profissionais que se destacam na Polícia Militar em fatos que enaltecem a instituição. O militar, que durante mais de dez dias preferiu o anonimato, garante que não pensou muito para tomar a decisão. No dia 29 de julho, Rocha recolheu e reuniu R$ 78.650, encontrados por seu irmão, um menor de 14 anos. O garoto jogava bola com amigos na Rua Praia Grande, conjunto Santa Catarina, quando teve de ir buscar a bola no quintal de uma casa próxima. Em um quarto, estava uma sacola com vários maços de notas de R$ 50,00. Ele e mais dois amigos conseguiram recolher mais de R$ 82 mil. O PM devolveu o dinheiro recolhido pelo irmão, e mais R$ 3.850 que haviam sido pegos por pessoas de outras residências na região. Horas depois, a Polícia Civil conseguiu recolher mais R$ 336.150,00, encontrados em uma caixa de isopor. "Quando cheguei à casa dos meus pais para uma visita comum, fui abordado por meu irmão muito nervoso e com uma certa quantia em dinheiro nas mãos. Ao verificar o local e comprovar o alto valor do montante abandonado, não pensei duas vezes antes de comunicar a polícia e devolver tudo", afirma o soldado. Segundo a Polícia Federal, o dinheiro encontrado pelo PM pertence ao montante roubado do Banco Central em Fortaleza, há 1 ano. "Algumas pessoas que tiveram acesso ao dinheiro encontrado no dia 29 já foram ouvidas e agora o delegado Antonio Celso dos Santos - do Setor de Defesa do Patrimônio Público da PF em Brasília - que investiga o caso do BC desde o começo, vai ouvir a suposta dona da casa, em outro Estado, para montar o quebra-cabeça", disse Rômulo Fisch Berrêdo, superintendente em exercício da PF no Rio Grande do Norte.Matéria alterada às 17h00 com mudança de data de condecoração

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