Solidariedade leva alegria a grupos carentes de Campinas

Em alguns lugares da região de Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo, onde Papai Noel nunca aparece, o bom velhinho tem uma substituta à altura. O trabalho da doce Mamãe Noel Terezinha Nogueira de Moraes, de 68 anos, começa no início do mês de dezembro e termina só no Dia de Natal. Este ano, ela distribuiu, até hoje, cerca de 5,5 mil presentes a crianças carentes de várias cidades.Terezinha visitou favelas, hospitais, creches, orfanatos e outros lugares em que meninos e meninas dependem exclusivamente da solidariedade de pessoas de bom coração. A maior parte dos presentes, a Mamãe Noel compra com dinheiro do seu próprio bolso. Mas também recebe doações. Segundo ela, as comunidades mais pobres são as mais generosas."Este ano recebi uma doação de brinquedos de um senhor rico e tive que devolver tudo. Ele só me deu lixo do lixo. Já da comunidade da Vila União, de classe média baixa, recebi uma bonita doação de brinquedos de R$ 1,99, todos embalados", comentou. Para Terezinha, doar é o mesmo que receber.A corretora de imóveis faz trabalhos voluntários há 42 anos. Começou ajudando, de Campinas, vítimas de um incêndio em Niterói. Colheu doações e encaminhou pela Polícia Rodoviária de Campinas. Não parou mais. Recebe pedidos que vão de caronas a hospital ou remédios que precisam ser comprados a ajuda para custear enterros. Com auxílio de outros voluntários e bons contatos, consegue atender a todos."Ter verbas para fazer trabalho voluntário é fácil. Quero ver as pessoas abrirem mão de algum conforto e se proporem a repartir com os menos favorecidos", desafiou a Mamãe Noel. Ela contou que faz trabalho voluntário o ano todo. "Toda vez que ajudo alguém, é Dia de Natal", afirmou.

Agencia Estado,

24 de dezembro de 2002 | 13h11

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