Soltos PMs acusados de execução

Um comerciante também saiu da prisão temporária

Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

12 de março de 2009 | 00h00

A Justiça revogou ontem a prisão temporária de 6 dos 15 policiais militares do 37º Batalhão e de um comerciante acusados de integrar um grupo de extermínio na zona sul de São Paulo. Os PMs são suspeitos de envolvimento no duplo homicídio de Roberth Sandro de Campos Gomes, de 19 anos, o Maranhão, e Roberto Aparecido Ferreira, de 20, o Bebê. Outros quatro PMs, no entanto, foram denunciados ontem pelo assassinato do deficiente mental Antonio Carlos Alves, de 31 anos, o Carlinhos, e continuam presos.Maranhão e Bebê foram decapitados em 29 de maio de 2008 e tiveram os corpos desovados num matagal em Itapecerica da Serra. No mesmo local, a polícia encontrou, em 9 de outubro, o corpo de Carlinhos. Ele estava sem a cabeça e sem as mãos e foi reconhecido pela irmã graças a uma tatuagem.O juiz Gabriel Pires de Campos Sormani, da 3ª Vara Judicial de Itapecerica da Serra, mandou soltar os soldados Jerry de Andrade, Reinaldo Dantas, Adilson de Andrade, os sargentos Rogisnaldo Cegatte e Ailton Machado e o subtenente Adilson de Souza. Foi também beneficiado Antonio Auciel de Oliveira. Segundo a Polícia Civil, era na loja dele que os 15 PMs acusados de extermínio se reuniam para planejar crimes.Sormani, ao revogar a prisão temporária, alegou que cabe esse recurso quando ele é imprescindível para as investigações do inquérito. "Tem-se que os requisitos específicos desse tipo de custódia não estão mais presentes com relação aos indivíduos mencionados", escreveu. O mesmo juiz, no entanto, havia decretado, em 27 de fevereiro, a prisão temporária dos 15 PMs.DENÚNCIAOntem, os promotores Salmo Mohmari dos Santos Júnior e Marcos de Matos denunciaram o sargento Moisés dos Santos, o cabo Joaquim Aleixo Neto e os soldados Anderson Salles e Rodolfo Vieira, acusados de matar e decapitar Carlinhos. Segundo os promotores, eles desonram a corporação ao executar uma pessoa portadora de necessidades especiais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.