Solução do caso Staheli está próxima, diz a polícia

Passados 73 dias do assassinato do casal norte-americano Todd e Michelle Staheli, a polícia do Rio acredita ter descoberto o autor do crime. Os investigadores dizem ter 90% de certeza sobre o que aconteceu na mansão da Barra da Tijuca onde os dois foram atacados, no dia 30 de novembro de 2002, mas a identidade do suspeito está sendo mantida em sigilo.A apuração está a cargo da delegacia da Barra e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública ? queentrou no caso no início do mês de janeiro. À época, existiam quinze linhas de investigação e não havia qualquer pista docriminoso. Mas, há cerca de dez dias, de acordo com fontes da secretaria, chegou-se a uma linha considerada ?quente?. Só faltaaos investigadores colher a prova contra o suspeito, a fim de indiciá-lo no inquérito policial. Para tal, eles esperam que a Justiça autorize a quebra de sigilo telefônico de catorze telefones, entre aparelhos fixos e celulares.Embora a análise das ligações seja considerada essencial para a conclusão do inquérito, a Justiça indeferiu o pedido. Aresposta negativa foi recebida ontem à noite e deixou os investigadores apreensivos. Eles aguardam nova apreciação do juiz.Na semana passada, antes de viajar para Israel, o secretário de Segurança, Anthony Garotinho, anunciou que o desfecho docaso estava próximo. Hoje, subsecretário de Segurança, Marcelo Itagiba, disse não estar a par dos rumos das investigações,mas afirmou que, se for necessário, a secretaria mandará mais dados para a Justiça para justificar a necessidade dasinterceptações telefônicas.Todd Staheli, alto executivo da Shell, e sua mulher, Michelle, foram mortos a pancadas no quarto da casa em que moravamhavia três meses, no condomínio Porto dos Cabritos. Os quatro filhos deles estavam lá, mas não ouviram nada. Foram ascrianças que descobriram os corpos sobre a cama. Todd morreu horas depois e Michelle agonizou por quatro dias no hospital.A polícia chegou a desconfiar da filha mais velha dos Staheli, Wesley, de 13 anos, e do motorista da família, Sebastião Moura,mas exames de DNA mostraram que eles não atacaram o casal. A empregada, Auricélia Martins, e os funcionários docondomínio, também foram alvo de investigação. Outras duas hipóteses levantadas foram a possibilidade de crime por motivação profissional ou religiosa. A família Staheli é mórmon.

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