Sorocaba investiga casos de febre maculosa

Três pessoas com suspeita de terem contraído a febre maculosa, transmitida pelo carrapato-estrela, estão em tratamento, em Sorocaba, a 92 km de São Paulo. Os doentes procedem de regiões onde existem capivaras, principais hospedeiros do carrapato transmissor da doença. Em todos os casos, os pacientes apresentaram sintomas característicos, como febre, dor muscular, incômodo à luz e manchas vermelhas no corpo. O último doente foi atendido na noite de quinta-feira, 17, na Unidade Pré-Hospitalar da Zona Norte, e tinha também as pernas inchadas. Ele havia percorrido áreas de várzeas do Rio Sorocaba, onde há capivaras, e disse ter sido picado pelo carrapato. Os outros casos foram notificados no bairro de Aparecidinha, zona rural do município, onde também são encontradas capivaras. A Vigilância Epidemiológica informou que nenhum dos pacientes permanece internado. Foram colhidas amostras para os exames de sorologia no Instituto Adolfo Lutz, mas os resultados só se tornam definitivos depois de uma segunda análise, 15 dias após o primeiro exame. A presença de capivaras na zona urbana e a ocorrência da febre maculosa em Campinas levaram a Vigilância de Sorocaba a alertar as unidades de saúde do município para os sintomas da doença. Os roedores habitam o parque municipal Chico Mendes, que está interditado há três meses por causa da proliferação do carrapato, e até um condomínio fechado, o Parque do Lago, na zona leste. Os moradores recorreram à Justiça para pedir a remoção de cerca de 40 capivaras, mas ainda não houve decisão definitiva.

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