Sorocaba vai multar quem não ajudar na luta contra a dengue

Depois de confirmar nesta terça-feira, 11, os três primeiros casos de dengue considerados autóctones - em que os pacientes contraíram a doença na própria cidade -, a Secretaria Municipal de Saúde de Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo, decidiu multar quem não contribuir para a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A multa, prevista na legislação, é de R$ 100 e, por conta da situação de emergência, será aplicada independente de notificação prévia. Tanto rigor, segundo o secretário Milton Palma, se justifica em razão do risco de ocorrer uma epidemia de dengue na cidade, que até então só tinha registrado alguns casos "importados", em que a doença foi contraída em outras regiões. O mosquito, segundo ele, já proliferou. "Se picarem as pessoas infectadas, eles vão espalhar a doença." A Secretaria iniciou uma operação de combate à dengue na Vila Jardini e na Vila Santana, bairros em que foram confirmados os três casos. Palma pediu o apoio dos moradores às ações que serão desenvolvidas para evitar um surto de dengue na cidade. DificuldadesUm dos problemas é a dificuldade de acesso dos agentes às residências. Segundo a diretora de Saúde Coletiva, Eliana de Paula Leite, nas últimas semanas, quando ainda não havia resultado dos casos suspeitos naquela região, os agentes de zoonoses estiveram no bairro realizando visita nas casas e não conseguiram trabalhar em 40% dos domicílios. "As pessoas impediram a entrada dos agentes nas residências ou as casas estavam fechadas." Nos dois bairros, haverá aplicação de inseticidas para eliminar os mosquitos adultos. O serviço será feito com a supervisão da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), órgão da Secretaria de Estado da Saúde.

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