''''Sou workaholic, desde a adolescência'''', destaca

Marcelo Rosenbaum mal tem tido tempo de respirar. Além de gravar seu programa quinzenal, está rodando o Brasil para dar palestras com temas como Design e Emoção e Memória Coletiva: Criatividade, Inovação e Brasilidade. Nos últimos meses, participou de debates e exposições até em Istambul. Prepara quase uma dúzia de cenários de desfiles do próximo São Paulo Fashion Week. E faz projetos para festas. E desenha móveis. E faz pesquisas. E cuida dos dois filhos pestinhas. E ajuda na construção da casa do seu pai em Campos de Jordão. Ah, e escreve um livro também. Dar cabo aos seus projetos de arquitetura mesmo, só se for de madrugada."Sou workaholic, desde a adolescência", diz. "O grande problema é que tudo é muito sofrido para mim, é angústia. Não consigo me desligar, os trabalhos são sempre penosos. Mas não estou reclamando não, nem penso em colocar o pé no freio, pelo menos não agora. Acho que ainda estou na fase de ralar bastante."Para criar o conceito do restaurante Shaya, que será inaugurado na semana que vem na Rua Amauri, até que foi mais fácil. "Falaram que ia ser um japonês, branco, confortável e sofisticado", diz. "Assim é tranqüilo." Já o novo empreendimento do chef Alex Atala, que começou se chamando Tupi e já teve pelo menos outros dois nomes (o último que se tem notícia é Dito e Dalva), já demandou duas viagens a Belo Horizonte para pesquisas de objetos e materiais. "Fiquei lá sozinho analisando a arquitetura popular mineira para tentar fazer algo parecido, mas de uma forma mais contemporânea. Deve inaugurar em janeiro, fevereiro, mas tudo pode mudar. Nem eu sei o nome do lugar direito."Quando fala da arquitetura paulistana, no entanto, Rosenbaum fecha a cara. "Esses prédios neoclássicos... Nem sei o que falar. Se existem esses prédios, é porque vendem. E, se vendem, as construtoras vão fazer um monte de neoclássicos, não tem jeito. A elite precisa de educação, cara, de informação. Moro no Sumaré e trabalho em Pinheiros, então levo uma vida meio de vilinha. Cumprimento o padeiro, o jornaleiro, o taxista. É que nem viver numa cidade do interior. Assim é uma delícia."

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