SP à espera dos 100 anos de Niemeyer

Comemoração inclui livro, roteiros turísticos e instalação no Copan

Valéria França, O Estadao de S.Paulo

17 de novembro de 2007 | 00h00

Conhecido no mundo inteiro, Oscar Niemeyer está prestes a completar 100 anos. E quem sai ganhando é o paulistano, que, a partir deste mês, poderá participar de uma série de atividades comemorativas do centenário. São exposições, dois roteiros turísticos pelas obras do arquiteto na cidade, lançamento de um guia especial e, por fim, uma enorme intervenção num dos cartões postais paulistanos. Planejado por Niemeyer, o edifício Copan fará as vezes de bolo da cidade e receberá um gigantesco número 100, com 13 metros de altura e 22 de largura, no dia 15, data do centenário.A 7ª Bienal de Arquitetura de São Paulo (BIA) - aberta até 16 de dezembro no Parque do Ibirapuera, zona sul - também organizou uma sala especial com alguns dos desenhos de Niemeyer, feitos a mão para a construção de Brasília e da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte. Na marquise do parque, ainda foram espalhados desenhos de outras obras do autor. Nos dias 1 e 2 de dezembro, o Museu da Casa Brasileira organiza dois passeios gratuitos pela cidade. O primeiro roteiro começa no Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste, e segue para o centro da cidade (veja quadro ao lado). No sábado (1º), as vans saem do museu em dois horários, às 10 e às 15 horas, e, no domingo, apenas às 15 horas. Fora o Copan, os outros cinco edifícios do centro projetados por Niemeyer são obras quase desconhecidas do público. Marca registrada do arquiteto, as formas ousadas de suas construções transformaram-se, na época, num empecilho na hora da aprovação das plantas desses prédios pela Prefeitura. O edifício Triângulo, por exemplo, na Rua José Bonifácio, 24, teria inicialmente um volume prismático com brises, mas a Prefeitura não aprovou e exigiu recuos. A obra ficou descaracterizada. Mesmo assim, merece ser visitada, inclusive por dentro, onde há um painel do pintor brasileiro Di Cavalcanti. "O que está espalhada pela cidade é a extensão do acervo artístico do museu", diz Miriam Lerner, diretora do Museu da Casa Brasileira, que fechou uma parceria com a Secretaria de Estado da Cultura para desenvolver o projeto Niemeyer. "Já era um desejo da secretaria lançar roteiros que tivessem a ver com marcos arquitetônicos importantes." O segundo roteiro oferecido pelo Museu da Casa Brasileiro passa pelas construções assinadas por Niemeyer no Parque do Ibirapuera. Entre eles, a Marquise, o Palácio das Nações (Museu Afro Brasil), o Palácio dos Estados (Prodam), o Palácio das Artes (Oca), o Palácio das Indústrias (Bienal), o Palácio da Agricultura (Detran) e o mais atual de todos, o Auditório Ibirapuera, inaugurado em 2004. Mas os microônibus saem em horários diferentes do primeiro passeio. No sábado, partem às 11 e às 16 horas, e, no domingo, às 16 horas.LINHA DO TEMPOParalelo aos dois roteiros, o museu lança Três Momentos de Oscar Niemeyer, um guia em inglês e português, escrito por Ruth Verde Zein, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ali, foram reunidas as obras do arquiteto na capital paulista e suas respectivas histórias, montando assim uma uma linha do tempo. O guia será distribuído gratuitamente apenas durante o passeio. Depois, fica à venda no museu por R$ 10. Três Momentos de Niemeyer é o primeiro de uma série intitulada 100 Obras da Arquitetura de São Paulo, que será lançada pelo museu.

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