SP aposta em parques para barrar devastação

Ideia é criar bolsão de 10 milhões de m² entre Perus e Guarulhos

Diego Zanchetta, O Estadao de S.Paulo

18 Fevereiro 2009 | 00h00

Para impedir que São Paulo continue crescendo na direção da Serra da Cantareira, a gestão Gilberto Kassab (DEM) divulgou um projeto para criar nos próximos quatro anos nove parques em áreas de mananciais hoje invadidas por favelas da zona norte. Os nove parques poderão formar um bolsão de proteção de 10 milhões de metros quadrados, que vai de Perus a Guarulhos. É a principal aposta do governo municipal para impedir o avanço na destruição da Cantareira.O investimento inicial para a desapropriação das áreas onde vão ficar seis parques será de R$ 50 milhões. O secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, não sabe, entretanto, estimar quantas famílias serão desapropriadas. Prefeitos de cidades vizinhas, como Mairiporã e Santa Isabel, já temem que a intervenção da capital expulse famílias para as regiões de preservação dessas cidades. Um dos parques paulistanos já está em construção, no Jardim Damasceno, onde o governo levou três anos para concluir a remoção de 600 famílias. "Temos de retirar o ilegal e iniciar o entendimento com as pessoas que já estão na região há mais tempo. É um trabalho complicado, mas que será feito em conjunto com a população."Os parques também poderão servir como futuras áreas de lazer, segundo Jorge. Ele participou ontem de uma reunião com o vice-governador, Alberto Goldman, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano, e seis prefeitos de cidades na área da Cantareira. No encontro, ficou decidido que os municípios vão treinar guardas ambientais capacitados a fazerem a fiscalização das áreas de mananciais. "É importante uma ação conjunta. Já é um bom começo", avaliou o prefeito de Franco da Rocha, Márcio Cecchettini (PSDB). FRASEEduardo JorgeSecretário municipal"Temos de retirar o ilegal e iniciar o entendimento com pessoas que já estão na região há mais tempo"

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