SP celebra Beirute, a ''capital mundial do livro''

Exposição e palestras no Sesc Vila Mariana têm a capital libanesa no centro das atenções

Edison Veiga, O Estadao de S.Paulo

21 Agosto 2009 | 00h00

Beirute, a capital do Líbano, foi escolhida pela Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - como a capital mundial do livro em 2009. Para celebrar o fato, a comunidade libanesa brasileira - maior colônia daquele país, com 7 milhões de descendentes, 3 milhões deles no Estado de São Paulo, sendo 1,5 milhão na capital - prepara uma série de eventos, abertos ao público, com início programado para hoje à noite. O título de "capital mundial do livro" é conferido pela Unesco desde 2001. De acordo com o comunicado divulgado pela entidade em julho de 2008, Beirute foi escolhida "por sua implicação em matéria de diversidade cultural, de diálogo e de tolerância, assim como pela variedade e o caráter dinâmico de seu programa". "Culturalmente, é um título importante. Por isso queremos celebrá-lo", afirma Lody Brais, presidente da Associação Cultural Brasil-Líbano e coordenadora dos eventos.Na noite de hoje, será aberta, no Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141, Vila Mariana), a exposição Olhar o Líbano, com 76 imagens captadas pelo fotógrafo paulista Cristiano Mascaro em viagem ao país há cinco anos. Em um carro alugado, o fotógrafo percorreu boa parte do Líbano ao longo de 12 dias, registrando diversas cenas. A exposição, que fica em cartaz até 20 de setembro, retrata as transformações vividas pela nação. Há fotos que mostram ruínas e castelos medievais e imagens nas quais transparece a modernidade da capital, com seu efervescente comércio.Também no Sesc Vila Mariana, duas palestras sobre o Líbano estão planejadas para os próximos dias. Em 2 de setembro, às 20h30, o professor de Literatura Árabe Paulo Daniel Farah e o geógrafo Aziz Ab?Saber dividem a mesa intitulada Do Líbano ao Brasil. E no dia 10, às 20h30, o escritor Salim Miguel falará sobre as Influências das Raízes Ancestrais na Literatura, com mediação do professor de Literatura Árabe Mamede Jarouche.A comunidade libanesa no Brasil foi homenageada com duas outras manifestações em alusão ao título recebido por Beirute. Recentemente, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lançou um selo dedicado ao tema, cuja estampa focalizou o escritor e pintor libanês Gibran Khalil Gibran (1883-1931). A Caixa Econômica Federal, por sua vez, emitiu um bilhete da loteria federal com estampa em homenagem a Beirute.

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