SP cria delegacias contra crime organizado

O governo de São Paulo anunciou hoje uma reestruturação da Divisão de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), que passa a se chamar Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). O objetivo é concentrar a investigação sobre esses tipos de crime no novo departamento. Ele terá uma Divisão de Investigações Gerais (DIG) com quatro novas delegacias especializadas. As novas delegacias são as seguintes: Delegacia de Propriedade Imaterial; Delegacia de Fé Pública, Falsificação, Desvio, Furto e Roubo de Medicamentos; Delegacia de Estelionato; e Delegacia de Delitos Praticados por Meio Eletrônicos.Na avaliação do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), a reestruturação não significa necessariamente que haverá um aumento de efetivo. "É a polícia se modernizando, terá mais polícias se dedicando especificamente a cada tipo de delito", afirmou Alckmin. De acordo com o governador, o crime organizado não tem nenhuma origem social e acaba estimulando outros delitos como, por exemplo, a sonegação de impostos. Ele não soube precisar o volume de recursos sonegados. "É um prejuízo grande para o Estado, porque no crime organizado tem muito dinheiro em jogo", afirmou.Sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na questão da elegibilidade, Alckmin disse que "não tem nenhuma expectativa e que está tranqüilo". O Tribunal deve divulgar parecer na próxima quinta-feira, e informação extra-oficial indica que será favorável a Alckmin, ou seja, o governador poderá disputar a sucessão paulista. "Decisão judicial se respeita, qualquer que ela seja. Estou tranqüilo. Estou numa fase zen", reafirmou.Alckmin evitou falar sobre política e sucessão, tanto a estadual quanto a federal. Alckmin avaliou de forma positiva a notícia de que o PFL paulista teria decidido apoia-lo, em 2002, na eleição estadual. "Recebo a decisão como uma demonstração de confiança", disse Alckmin. Segundo ele, o apoio do PFL não significa que o PSDB dará uma guinada à direita. "Não é nada disso. Aliança a gente faz antes da eleição e com quem está na base", disse.

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