SP não fez exigências para ficar com Beira-Mar, diz Alckmin

A decisão de permitir a transferência do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, para o Presídio de Segurança Máxima de Presidente Bernardes, foi tomada no domingo, durante uma reunião entre o governador Geraldo Alckmin e o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, informou nesta terça-feira o governador em seu primeiro pronunciamento sobre a operação, desde que ela foi iniciada, na noite desta segunda-feira."Em nenhum momento fizemos qualquer exigência e não negociamos nenhuma contrapartida com o governo federal", garantiu Alckmin. O governador afirmou que o pedido de transferência foi feito para Furukawa, no semana passada, diretamente pelo ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e que, a pedido dele, Beira-Mar ficará em São Paulo por tempo indeterminado. "Pode demorar 30, 40 dias ou mais. O tempo necessário para que o governo federal consiga viabilizar condições de segurança máxima em uma das penitenciárias federais", disse ele.De acordo com Alckmin, o governo federal já tentava, desde a saída de Beira-Mar de São Paulo, no final de fevereiro, viabilizar condições em um presídio federal para que o traficante pudesse cumprir a pena. "Mas não conseguiu", disse ele. "E enquanto isso não se resolve, nós vamos nos responsabilizar por sua segurança. O Estado está cumprindo sua responsabilidade de ajudar o País a enfrentar o crime organizado", afirmou.Veja o especial:

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