SP: negociações com rebeladas serão retomadas pela manhã

Depois de mais de 15 horas de rebelião, ainda não se sabe o que realmente as detentas da Penitenciária do Estado, no Carandiru, estão reivindicando para liberar oito funcionárias que são mantidas reféns. Como o motim está sendo promovido por vários grupos, as informações que chegam de dentro da penitenciária continuam desencontradas. Já se especulou até que a estudante Suzana Richtofen, acusada pelo assassinato dos próprios pais, estivesse também como refém. Mas a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária não confirma informação.O motim teve início por volta do meio-dia desta terça-feira após uma briga entre grupos de presas rivais. Uma das detentas, Quitéria Silva Santos, de 35 anos, foi ferida com estiletadas e pancadas. Mesmo levada ao Pronto-Socorro Santana e transferida para a Santa Casa de Misericórdia, não resistiu e morreu. Outras duas pessoas, uma detenta e uma funcionária, também feridas, foram levadas ao mesmo Pronto-Socorro e passam bem.Todas as presas segundo a polícia estão soltas no pátio. A Tropa de Choque da PM está na porta da penitenciária. Outras quatro viaturas da PM fazem a segurança externa. A Penitenciária Feminina tem capacidade para abrigar 480 mulheres, mas possui atualmente 670 detentas. As negociações com as rebeladas devem ser retomadas a partir das 6h30 desta manhã.

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