SP quer reformar 2 ruas ainda em 2009

Moradores reclamam, no entanto, da demora no uso dos recursos

, O Estadao de S.Paulo

01 de abril de 2009 | 00h00

Com os recursos da Operação Urbana Água Branca, a Prefeitura de São Paulo pretende ainda neste ano iniciar a extensão da Rua Germaine Burchard até perto do Memorial da América Latina e a reformulação paisagística da Rua Joaquim Ferreira. As duas intervenções são consideradas simples e de início a curto prazo, segundo a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb)."Definimos o que era mais fácil fazer agora, sem desapropriações. Foram priorizadas intervenções que podem melhorar a curto prazo o problema das enchentes e do trânsito na Pompeia", disse Rubens Chamma, diretor da Emurb.Moradores da região criticam o atraso do uso do dinheiro da Operação Urbana Água Branca. Segundo a Assessoria de Imprensa da Subprefeitura da Lapa, o projeto viário para a região estava parado desde que o Estado denunciou, no ano passado, que o governo havia aberto licitação para construir uma rua que já existia. "São quase 15 anos e ninguém nunca viu o dinheiro das outorgas. Agora o governo lança meia dúzia de obras com menos da metade do dinheiro arrecadado e diz que vai evitar enchentes. Os moradores precisam de uma garantia de que toda a verba será usada em melhorias no bairro, e com prazos definidos", disse o empresário Pedro Rodrigues de Oliveira, de 53 anos, morador da Rua Monte Alegre.A subprefeita da Lapa, Soninha Francine, disse que algumas diretrizes de investimentos definidos no início da operação, em 1995, precisam ser revistas. "A região mudou muito, precisamos adaptar algumas intervenções à realidade", disse.Entre as 11 intervenções estão a construção de uma praça ao lado do Memorial e a ligação entre Avenida Francisco Matarazzo e Rua Tagipuru, via que também terá os passeios alargados. Na mesma intervenção ainda haverá a reconfiguração geométrica da rotatória da Rua Doutor Fuad Nautel.O realinhamento geométrico dos passeios da Rua Carlos Vicari e da Avenida Santa Marina estão entre as prioridades. "É difícil acreditar que alguma coisa vai ser feita depois de tanto tempo. Achei que o dinheiro dessa operação já tivesse sumido", disse Paulo Antunes, dono de uma sorveteria ao lado do estádio do Palmeiras.

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