SP registra aumento de 64% em latrocínios

Os casos de latrocínio (roubo seguido de morte), crime considerado hediondo, aumentaram 64% em 2008 na capital, em relação ao ano anterior. Foram 69 ocorrências ante 42. O balanço completo do índice de criminalidade de 2008 será conhecido amanhã, quando a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) divulgará as estatísticas do 4º trimestre.A reportagem apurou que de outubro a dezembro de 2008 foram registrados 18 latrocínios na capital. No primeiro trimestre, foram 15; no segundo, 14; e 22 no terceiro trimestre. No ano de 2007, foram registrados 8 latrocínios no primeiro trimestre na capital, 8 no segundo, 11 no terceiro e 15 no quarto.O diretor do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, disse que o aumento é preocupante. Mas afirmou que, em São Paulo, é inegável que houve melhora nos índices de criminalidade. "De 1999 a 2008, houve queda de 70% nos homicídios. Esse dado é positivo. É preciso dar à Polícia Civil um alto grau de prioridade na investigação dos latrocínios para que haja também em São Paulo redução desse tipo de crime."Mizne acrescentou, no entanto, que o número absoluto de latrocínios é pequeno na comparação com os casos de homicídio. "A porcentagem é pequena. Por isso, é preciso tomar cuidado quando se fala em crescimento nos casos de latrocínio, para não passar uma falsa ideia. O número absoluto é pequeno", ressaltou.O diretor do Instituto Sou da Paz disse que, para combater o crime de latrocínio, é necessário mapear as áreas de maior incidência, reforçar o policiamento, implantar algumas políticas, como foi feito na prevenção aos homicídios, e ajudar a população a se prevenir: "É preciso dificultar a ação dos autores desses crimes. É importante também que a vítima não reaja."O coronel da reserva da Polícia Militar José Vicente da Silva Filho também afirmou que, em termos absolutos, a porcentagem dos casos de latrocínio é mesmo pequena. Ex-secretário nacional da Segurança Pública, Silva Filho disse que é difícil fazer uma análise sobre tendência de aumento nos casos de latrocínio.De acordo com o coronel, é prematuro levantar a hipótese sobre eventual aumento desse tipo de crime sem fazer comparação de um prazo maior. "Para trabalhar com uma perspectiva mais sólida, é necessário comparar os casos pelo menos nos últimos cinco anos."

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