SP tem 30% de umidade, o mínimo aceitável

Situação deve começar a melhorar hoje, com chuvas à tarde, e índice pode subir para 50%

VITOR HUGO BRANDALISE, vitor.brandalise@grupoestado.com.br, O Estadao de S.Paulo

18 Agosto 2009 | 00h00

São Paulo teve ontem outro dia de baixa umidade relativa do ar - em todos os pontos de monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na capital, a umidade média ficou em torno dos 30%, porcentual mínimo estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), antes de chegar ao estado de atenção. Os baixos índices são reflexo do sistema de alta pressão que levou a umidade na capital aos 10% na sexta-feira, menor nível já registrado na cidade, comparado ao de climas desérticos. A situação deve começar a se normalizar hoje - com previsão de chuvas à tarde, a umidade relativa do ar deve subir até 50%. Na noite de ontem, já chovia fraco em algumas regiões de São Paulo. O nível de umidade de sexta-feira - recorde desde que foram iniciadas as medições na capital, em 1943 - foi causado por uma variação no sistema de alta pressão que costuma atingir a capital após a ocorrência de frentes frias. "As colunas de ar seco formadas nesses períodos, de forma geral, atingem a cidade em alturas superficiais, de até 1,5 km, ou mais acima, a 13 km. Dessa vez, a coluna de ar seco atingiu tanto o nível superficial quanto patamares médios, criando uma grande coluna de ar seco, de até 5 km de altura", explicou o meteorologista Marcelo Schneider, do Inmet. "O clima no Estado nas últimas semanas contribuiu para que a umidade ficasse tão baixa. O norte do Estado, de onde veio parte da camada de ar seco, já estava havia 15 dias sem chuva." Outro diferencial, segundo a empresa Climatempo, foi que, dessa vez, o núcleo do sistema de alta pressão estava exatamente sobre a cidade. "Esse núcleo, geralmente, é formado no norte do Estado. Isso dificultou a formação de nuvens e também a entrada de ar úmido vindo do litoral", explicou a meteorologista Fabiana Weikamp, da Climatempo. A ocorrência foi classificada pelos institutos de meteorologia como "anômala" e não há indicativos de que níveis baixos como o de sexta-feira - classificado pela OMS como emergencial - serão comuns no Estado. Neste mês, outros índices baixos de umidade relativa do ar foram registrados na cidade - nos dias 8 e 9, os níveis mínimos foram de 25% e 24%, que representam estado de alerta para a OMS. Em dias assim, a recomendação é que sejam evitadas atividades físicas ao ar livre entre 11 e 15 horas. Se o índice estiver entre 12% e 20%, a restrição deve ser ampliada para horários entre 10 horas e 16 horas. Com umidade abaixo de 12%, a recomendação é de que sejam interrompidas completamente quaisquer atividades ao ar livre entre 10 e 16 horas, mesmo a coleta de lixo ou entrega de correspondência (mais recomendações no quadro acima). Uma frente fria vinda do Sul, segundo o Inmet, deixará a cidade encoberta durante o dia - a previsão é de que, a partir da tarde, comece a chover. "Deve haver pancadas de chuva já no início da tarde e ao longo do dia, mas é na quarta-feira que o tempo piora, com chuva desde a manhã", disse Schneider. FRIO A temperatura também deve cair, ficando entre 15°C e 22°C entre amanhã e quinta-feira. Na sexta, a frente fria atinge o ápice, com temperatura mínima de 10°C e máxima de 15°C. A chuva diminui na noite de sexta.

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