SP tem 30 helicópteros voando ao mesmo tempo

Pilotos de helicópteros de SãoPaulo insistem na afirmação de que este é um meio de transporteseguro, mesmo com o crescimento do mercado e a capital detendo operfil de ter o maior tráfego aéreo do mundo.São 20 a 30aparelhos voando ao mesmo tempo na capital durante o dia. OEstado de São Paulo tem cerca de 450 helicópteros, a maioria nacapital e Grande São Paulo.Esse diagnóstico foi reforçado durante o 2º SeminárioInternacional de Segurança de Vôo, realizado nesta terça-feira, e nesta quarta emSão Paulo. No primeiro dia, o evento teve a participação de maisde 400 pilotos de todo o País.Durante o seminário, a Associação de Pilotos deHelicópteros do Estado de São Paulo (Aphesp) divulgou números deacidentes no País. Nos últimos cinco anos, os acidentes comhelicópteros diminuíram 53,34%. O número de mortes, entretanto,teve crescimento de 100% no mesmo período.De 1997 a 2001, afrota de helicópteros no País aumentou 29,76%, ante apenas 6,99%de aumento na aviação geral. O mercado de helicópteros no Brasilé o que mais cresce no mundo hoje, numa taxa de 15% ao ano.Segundo dados da Aphesp, houve 15 acidentes comhelicópteros no País em 1997. Ano após ano, as ocorrênciasdiminuíram, até chegarem a sete casos em 2001. Os registros demortes, no entanto, constituem uma curva inversa: foram 7 em1997 e 14 em 2001.Para o diretor da Aphesp, Marco Infante, e o assessorÁlvaro Sandoval, a diminuição de acidentes se deve à entrada dehelicópteros tecnologicamente mais seguros no mercado e,principalmente, à preocupação com o treinamento dos pilotos.Segundo Sandoval, desde 1996 proprietários dehelicópteros estão mais conscientes da necessidade dotreinamento. A maioria dos compradores passou a mandar seuspilotos aos Estados Unidos para fazer cursos oferecidos pelosfabricantes. A mudança de atitude coincidiu com o crescimento dafrota."Outro fator que contribuiu para reduzir os acidentesfoi a renovação da frota", diz Infante. Na compra dehelicópteros novos, ganha-se o treinamento. O custo doaprimoramento no exterior para um piloto é de aproximadamenteUS$ 10 mil."Nosso objetivo é diminuir ainda mais o número deacidentes", comentou Sandoval. Segundo ele, a participação dospilotos no seminário mostra a preocupação dos profissionais coma segurança. Índices internacionais da aviação geral mostram que 87% dos acidentes aéreos ocorrem por falha humana - ou seja,culpa do piloto."O Brasil atingiu níveis internacionais de segurança em vôos de helicópteros", afirma Sandoval. Ele considera baixo oíndice de sete acidentes de 2001, em comparação com horas de vôo. Só no Estado de São Paulo, por exemplo, a frota de 450 helicópteros voa cerca de 80 mil horas por ano.Dirigentes daAphesp acreditam que o número de mortes cresceu porque, além doaumento da frota, surgiram no mercado aparelhos com maiorcapacidade de passageiros.

Agencia Estado,

17 de abril de 2002 | 23h21

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