SP tem alto movimento turístico apesar de crise aérea

O caos nos aeroportos, verificado principalmente no final do ano passado, fez com que a chegada de turistas no País caísse 6,75% no segundo semestre em relação ao mesmo período de 2005. A cidade de São Paulo, no entanto, fecha o ano como uma exceção. Os números movimentados pela atividade turística na capital paulista seguiram movimento inverso do esperado e subiram, segundo a São Paulo Turismo (SPTuris), empresa de turismo da Prefeitura.Durante todo o ano de 2006, afirma a SPTuris, a taxa de ocupação, entre os 40 mil quartos de hotelaria, cresceu em relação aos anos anteriores. Em 2005, a ocupação média anual foi de 58,7%, número que chegou a 65% no ano passado. A média de ocupação dos hotéis da capital bateu recorde em outubro de 2006, com 78,21% e crescimento de 23,26% em relação ao mesmo mês de 2005.A arrecadação de ISS (Imposto sobre Serviços) com o grupo "Hospedagem, Pacotes Turísticos e Eventos" cresceu 15,26% em 2006. No primeiro semestre, ressalta a SPTuris, já havia sido constatado incremento de 8%. O crescimento de 2006 para 2004 é ainda superior: 32,6%.Para Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris, a idéia de que oferecer praia é o principal chamariz de um centro turístico está sendo minimizada, e ele aposta na cultura como fator de atração. "Para quem ainda resiste a São Paulo como destino de lazer, a cidade está dando a resposta: a cultura é a nossa praia", diz. Segundo ele, a cidade passa a deixar de ser apenas uma cidade de negócios e eventos. "A cultura é o valor maior a ser usado na virada de nossa imagem de pólo consolidado de negócios e eventos, para capital da moda, vanguarda, tendências e conhecimento", acrescenta.Segundo a SPTuris, a capital passou a ocupar o 3º lugar como principal destino de lazer do País, à frente de Salvador, Fortaleza, Gramado, Natal ou outras locações de lazer consagradas. A informação se baseia em pesquisa da Fipe. Pelo levantamento da SPTuris, o incremento na ocupação dos hotéis da capital entre 2005 e 2006 foi de 6 pontos percentuais ou 10,2% em um ano. Pelos dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), que congrega as grandes redes nacionais e internacionais, o crescimento ficou em 5,4 pontos percentuais ou 9,8%.Ao se analisar o incremento na ocupação por categoria de hotel, é possível observar que a categoria que registrou maior crescimento foi a dos hotéis de luxo, o que aumenta a movimentação de valores no turismo municipal. Na categoria superior (equivalente à antiga 4 estrelas), a variação foi de 54,1% em 2005 para 59,1% em 2006 - alta de 5 pontos percentuais ou 9,2%. Ainda assim, o segmento de hotéis econômicos ou supereconômicos, para a SPTuris, também não têm muito o que reclamar. A ocupação média nesta categoria superou os 70% em 2005 e em 2006, "comprovando ser este o setor mais favorecido dos 46 mil apartamentos disponíveis na capital". Em 2005 ficou em 73,6% e oscilou 1 ponto porcentual para baixo no ano passado, com 72,6% em 2006. A leve queda, diz a SP Turis, pode ser explicada pela absorção de hóspedes por estabelecimentos de categorias superiores.

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