SP terá frota monitorada por GPS até dezembro

Equipamento para rastreamento por satélite vai permitir fiscalização em tempo real nos 15 mil coletivos do sistema municipal de transporte

Alexssander Soares, O Estadao de S.Paulo

27 Outubro 2007 | 00h00

Os 15 mil coletivos do sistema de transporte paulistano serão monitorados em tempo real até o fim de dezembro. Os ônibus e microônibus das empresas e das cooperativas de perueiros terão um Sistema de Integrado de Monitoramento (SIM) por satélite permitindo o controle online em todas as vias da cidade. A instalação dos equipamentos com computadores de bordo e tecnologia do sistema de posicionamento global (GPS) é uma das promessas da Secretaria Municipal dos Transportes, desde o início da gestão do então prefeito José Serra (PSDB). A secretaria enfrentou problemas na execução de um contrato para instalação dos equipamentos nas cerca de 6,4 mil peruas legalizadas. A partir do início do mês, a responsabilidade pela instalação passou a ser dos próprios perueiros, que deverão acompanhar um cronograma estabelecido pela São Paulo Transportes (SPTrans). A gestão Marta Suplicy (PT) comprou 6 mil equipamentos, oferecendo-os aos empresários. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) fez uma contraproposta, solicitando que os equipamentos fossem instalados nos microônibus; já as empresas comprariam o mesmo sistema, com o pagamento parcelado em 36 meses. O aparelho custa cerca de R$ 3 mil. A instalação nas empresas de ônibus foi feita de forma simultânea com as cooperativas de perueiros, até completar o cronograma no final de dezembro nas oito áreas do sistema municipal de transportes. Os equipamentos já estão instalados nas áreas 1, 2 e 5. A frota dessas três áreas soma cerca de 6 mil coletivos. "Até dezembro estará tudo funcionando. Faltam alguns ajustes, como por exemplo, a troca de telhado das garagens pois descobrimos que o telhado de amianto impede o rastreamento dos veículos", afirmou o presidente da SPUrbanuss, Carlos Alberto da Fonseca. Os empresários consideram que o equipamento vai colaborar na fiscalização. "A Prefeitura vai poder manter em tempo real a fiscalização, pagando somente o que foi efetivamente contratado. A transparência é a nossa melhor arma para combater o mau serviço", disse Fonseca. As empresas de ônibus e as cooperativas de perueiros vão instalar um Centro de Operação de Controle (COC) em cada divisão de área do sistema municipal. A SPTrans vai operar um Centro de Controle Integrado (CCI) na Rua Bela Cintra, localizado no centro da cidade. "Vamos controlar a saída, a chegada, ou qualquer problema no trajeto. A idéia é acionar nossa fiscalização quando detectarmos algum problema. O monitoramento vai racionalizar o sistema", disse o secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes. A secretaria também pretende aproveitar o monitoramento online para combater a sobreposição de linhas na cidade. Os empresários de ônibus reclamam que os perueiros não respeitam o trajeto definido pela Prefeitura, disputando os passageiros de uma mesma linha. "Vamos poder verificar se o coletivo cumpre seu itinerário. Quando cortarmos o pagamento de passageiros pegos fora do trajeto original, o motorista não vai querer mais rodar fora da sua linha para não ter o mesmo prejuízo", disse Moraes.

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