SP vai investigar morte de Fernando Dutra Pinto

O secretário-adjunto da Administração Penitenciária, José Carneiro Rolim Neto, disse que já pediu a realização de necrópsia para definir a causa da morte do seqüestrador Fernando Dutra Pinto que, em agosto, capturou Patrícia Abravanel, filha do apresentador Silvio Santos, e depois manteve o próprio empresário como refém. Dutra Pinto morreu na manhã de hoje. Rolim Neto não soube informar quando será feito o exame nem quando será divulgado o resultado. Dutra, de 22 anos, morreu de parada cárdio-respiratória, segundo informação do Hospital do Tatuapé.Segundo Rolim Neto, na noite de sábado, Fernando foi levado para o ambulatório médico do Centro de Detenção Provisória (CDP) - Belém II, onde estava preso desde agosto. "Ele teria passando mal e ficou lá por três dias, saindo hoje pela manhã, quando o advogado dele chegou", disse Rolim Neto. Ainda segundo o secretário-adjunto, foi durante a conversa com o advogado, no parlatório, que Fernando piorou e foi levado ao Hospital do Tatuapé por agentes penitenciários."Não sabemos se ele morreu a caminho ou logo que chegou ao hospital. Pedimos exames de vísceras e laboratoriais para descobrir. Pode ter sido envenenamento, não sabemos. De acordo com o laudo do hospital foi morte natural, causada por uma parada cárdio-respiratória, mas vamos investigar", disse Rolim Neto. Fernando comandou a quadrilha que seqüestrou Patrícia Abravanel, filha do apresentador e empresário Silvio Santos, em agosto último.Depois da libertação de Patrícia, ele protagonizou uma fuga espetacular de um hotel em Barueri, escapando de várias equipes das polícias civil e militar. Na operação, teria matado dois policiais. Na seqüência, retornou ao local do crime, invadiu a mansão de Sílvio Santos e o manteve refém por mais de sete horas. Apesar do cerco policial, Fernando só se rendeu após a chegada do governador Geraldo Alckmin, que deu a ele garantia de vida.A morte de Fernando dificulta ainda mais a solução do mistério que cerca a fuga do seqüestrador. Ainda hoje, cinco meses depois de iniciada a investigação, a Secretaria de Segurança Pública não sabe explicar a participação de policiais não ligados ao caso na perseguição de Fernando, nem como ele conseguiu escapar do hotel. Entre as falhas da operação, também não foi esclarecido quem matou os dois policiais.A assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes informou que o governador Alckmin não pretende se manifestar sobre o assunto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.