SP: Wilheim nega interesse no Campo de Marte

O secretário municipal do Planejamento de São Paulo (Sempla), Jorge Wilheim, negou que a Prefeitura esteja interessada na área onde está instalado o Aeroporto do Campo de Marte, na zona norte da cidade. "São especulações e não há nada de concreto", esquivou-se. Segundo informações do mercado imobiliário, as autoridades municipais cogitariam a desapropriação da área, para erguer outros empreendimentos, como um centro de exposições. Wilheim admitiu, contudo, que o Campo de Marte "é um espaço ocioso, com poucos pousos e decolagens".Apesar do comentário, Wilheim não respondeu se pretende iniciar estudos sobre possíveis ocupações da área. "Qualquer declaração levantaria mais expectativas, inclusive dentro da Prefeitura", disse.SubsoloO titular da Sempla confirmou que a Prefeitura estuda a criação de uma taxa pelo uso do subsolo da cidade. "É um espaço público e, por isso, sujeito à cobrança", disse. Wilheim afirmou que os estudos ainda não chegaram a um consenso sobre a forma como o tributo será implantado e recusou-se a comentar as alternativas em análise. Ele também não forneceu um prazo para que os trabalhos fossem concluídos.A cobrança de taxas para uso do subsolo paulistano já foi mencionada, entre outros, pelo secretário municipal de Finanças, João Sayad, para quem o mecanismo seria uma das formas de aumentar a arrecadação. Wilheim participou ontem de workshop na sede do Secovi (Sindicato da Habotação), onde defendeu a adoção de um Plano Diretor para a cidade.

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