Speedy tem nova pane em SP

Telefônica diz que defeito foi solucionado, mas ontem vários bairros estavam sem o serviço

Renato Cruz, O Estadao de S.Paulo

09 de abril de 2009 | 00h00

Uma pane do Speedy, serviço de internet banda larga da Telefônica, afetou vários bairros da Grande São Paulo nos últimos dias. As pessoas não conseguiam se conectar, ou acessavam somente o site de seu provedor. Para alguns, o serviço começou a ficar ruim ainda durante o fim de semana. O pior momento foi na terça-feira. A quantidade de ligações de clientes foi tão grande que a central de atendimento da Telefônica chegou a ficar congestionada. Apesar de a operadora afirmar que os problemas foram resolvidos até as 21h30 de terça-feira, ainda havia clientes com dificuldades ontem."O problema começou cedo ontem (terça)", afirma Alexandra Penha Dadalto, consultora de tecnologia, moradora da zona norte. "Eu só conseguia entrar no UOL (seu provedor de acesso). Não acessava mais nada." Alexandra está trabalhando em casa, e a pane atrapalhou o contato com clientes, para quem presta serviços de programação e de desenvolvimento de sites.A lan house Cyber Games & Internet, que fica na Rua Oscar Freire, na zona sul, só não parou porque tem dois acessos: um Speedy e outro Vírtua, da Net. Com o Speedy fora do ar na terça-feira, a lan house acabou funcionando só com o Vírtua, metade da conexão normal. "Atrapalhou bastante", diz Daniel Henrique Vieira, técnico da Cyber Games. "Liguei umas dez vezes para o atendimento do Speedy e não consegui falar. Os clientes daqui ficavam reclamando e não entendiam que a culpa não era minha." Na casa de Vieira, no bairro do Campo Limpo, na zona sul, o Speedy também não funcionou na terça. Ele ficou sabendo que outra lan house, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, também teve problemas.O próprio Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), localizado na Água Branca, passou a terça-feira sem internet. "Foi muito ruim", disse Estela Guerrini, advogada do Idec. "Atrapalhou nosso trabalho." Ela orienta o consumidor a reclamar. Primeiro para a empresa, por telefone e por carta, com aviso de recebimento. Depois, para o Procon e para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O consumidor tem direito a um desconto na fatura, equivalente ao tempo em que o serviço esteve indisponível. Além disso, pode pedir ressarcimento por danos morais, caso tenha deixado de fechar algum negócio por causa da falha. "Quando muitas pessoas reclamam, é um alerta para a empresa, para que ela melhore", afirma.Em julho de 2008, o Speedy sofreu um apagão, que deixou os clientes sem serviço por 36 horas. Sobre o problema de ontem, a empresa diz que "mobilizou suas equipes para normalizar a situação no menor prazo possível".

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