STF decide que acusados por morte de Celso Daniel continuem soltos

Liminar foi concedida por considerar que acusados ficaram presos desde 2002 sem serem julgados

Marcela Bourroul Gonsalves, estadão.com.br

13 Setembro 2011 | 19h09

SÃO PAULO - O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou definitiva a liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello para três acusados de envolvimento na morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André (SP) assassinado em 2002. O julgamento favorável à liberdade de José Edison da Silva, Marcos Roberto Bispo dos Santos e Elcyd Oliveira Brito foi realizado na tarde desta terça-feira, 13.

A liminar foi concedida em março de 2010, que levou em conta o fato de os acusados estarem presos desde 2002 sem que tenham sido levados a julgamento. Na ocasião, o ministro alegou excesso de prazo na formação da culpa, e disse entender que nada justificava tamanha demora no julgamento. O ministro voltou a dizer nesta terça-feira que em termos de delonga o caso é "emblemático".

O crime ocorreu em 2002, quando a vítima foi sequestrada na noite de 18 de janeiro por um grupo armado. O corpo, crivado de balas, foi encontrado dois dias depois em uma estrada de terra batida em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

O Ministério Público (MP) sustenta que houve motivação política na execução de Celso Daniel e denunciou oito suspeitos, apontando como mandante o empresário Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra". Para a promotoria, o ex-prefeito foi morto porque teria tentado dar fim a suposto esquema de corrupção na prefeitura. A polícia, no entanto, concluiu que ele foi vítima de sequestradores comuns.

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