STF nega habeas corpus a Lorenzetti e Gedimar

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o pedido de habeas corpus para que Jorge Lorenzetti, apontado pela Polícia Federal como mentor do caso dossiê, e Gedimar Passos, preso no hotel com parte do R$ 1,75 milhão que seria usado no ´negócio, não fossem presos durante depoimento marcado para esta terça-feira na CPI dos Sanguessugas. Apesar de ter negado o pedido, o ministro Carlos Ayres Britto, do STF fez uma série de ressalvas reconhecendo que a CPI tem a obrigação de respeitar alguns direitos deles. Entre esses direitos, estão o de não ser obrigado a responder perguntas que possam provocar a autoincriminação e o de serem assistidos por advogados. O ministro também ressaltou que não há indícios de que a CPI cometerá abusos ou ilegalidades. Ex-integrante da campanha da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lorenzetti foi convocado para explicar a suposta compra do dossiê contrário a tucanos. Ele queria que o STF expedisse um salvo-conduto e que garantisse o seu direito ao silêncio e à assistência de um advogado durante o depoimento. Pedido semelhante foi feito pelo advogado Gedimar Passos. Ele queria ter assegurado o direito de ficar calado. Os advogados alegaram que o pedido tinha o objetivo de afastar o risco de Passos "sofrer a mesma represália e o mesmo constrangimento" pelo qual afirma ter passado quando foi ouvido pela PF.

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