STF nega recurso e cirurgião acusado de mortes será julgado

Caron clinicava sem ter diploma; ele é acusado de ter provocado a deformação em rosto de 29 mulheres

Agência Estado,

01 Julho 2009 | 12h45

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou na terça-feira, por unanimidade, o pedido de habeas-corpus da defesa do ex-médico Denísio Marcelo Caron. A decisão invalidou a tentativa de impedir o julgamento do ex-médico, marcado para terça-feira, até que o habeas-corpus fosse julgado pelo STF. Ao proclamar o resultado, o ministro Celso de Mello liberou o caso para o julgamento no Tribunal do Júri do Distrito Federal no dia 7. Caron responde na Justiça do Distrito Federal por dois homicídios em cirurgias plásticas malsucedidas.

O ex-médico é acusado de ter provocado a morte de Grasiela Murta de Oliveira e de Adcélia Martins de Souza por complicações provocadas por cirurgias de lipoaspiração feitas em 2002. Além das duas pacientes, ele é apontado pelo Ministério Público (MP) como responsável pela morte de mais três mulheres e pela deformação de 29, todas em consequência de falhas em procedimentos cirúrgicos. O ex-médico usava diploma falso de especialização em cirurgia plástica.

O habeas-corpus questionava se o réu deveria responder por homicídio qualificado (intencional) e com motivo torpe (que aumenta a pena). Sem o habeas-corpus, Caron responderá pelos crimes de homicídio qualificado e prática ilegal de atividade médica na área de cirurgia plástica.

Mais conteúdo sobre:
erro médico Marcelo Caron ex-médico STF

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.