STJ anula decisão da justiça do Pará e mantém condenação de deputado por estupro

Médico, deputado estadual e candidato ao Senado, Luiz Sefer é acusado de ter abusado sexualmente de uma menina de 9 anos; ela havia sido trazida do interior para trabalhar como babá na casa de Sefer

Carlos Mendes, O Estado de S.Paulo

29 Março 2018 | 12h38

BELÉM - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Joel Ilan Parcionik, da 5ª Turma, manteve a condenação do médico e deputado estadual paraense Luiz Sefer a 21 anos de prisão pelo crime de estupro contra uma menina de 9 anos. Em 2011, Sefer, que é dono de hospitais no estado, havia sido absolvido por 2 votos a 1.

A menina, trazida do interior do Pará para trabalhar como babá de uma filha de Sefer, em Belém, foi abusada sexualmente durante 4 anos pelo deputado. O médico é atualmente candidato ao Senado. 

Um filho dele, Gustavo Sefer, à época com 13 anos e hoje vereador em Belém - já lançado candidato a deputado estadual pelo pai -, também participava do estupro da criança, segundo relatado na denúncia do Ministério Público e confirmado pela vítima.

 

Parcionik acolheu a tese de valorização da palavra da vítima que denunciou o estupro, desfez a decisão da justiça paraense Tribunal do Pará e restaurou a condenação imposta pela juíza Maria das Graças Alfaia. O recurso contra a absolvição de Sefer foi impetrado pelo Ministério Público do Pará, por meio do procurador de Justiça Marcos Antonio das Neves.

 Procurado pelo Estado, o deputado não retornou a ligação.

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