STJ concede habeas-corpus à viúva de ganhador da Mega-Sena

Adriana Ferreira Almeida é acusada de planejar morte do marido, o milionário René Senna, em janeiro de 2007

Andréia Sadi, estadao.com.br

27 de junho de 2008 | 14h19

O Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas-corpus nesta sexta-feira, 27, para Adriana Ferreira Almeida acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o milionário da Mega-Sena Sena René Senna, em 2007. Segundo informou a assessoria do órgão ao estadao.com.br, o motivo da soltura é o excesso de prazo de prisão temporária. "Ela estava presa há mais de um ano e não tinha nem previsão de quando ela seria solta, não tinha expectativa de julgamento", disse. Adriana estava presa desde 30 de janeiro de 2007.  O crime ocorreu em janeiro de 2007, em Rio Bonito (RJ). Segundo a denúncia, a viúva teria oferecido recompensa a cinco pessoas para que planejassem e executassem o crime. Entre os motivos, seria o de que ela teria conhecimentovar keywords = "";  de que ele pretendia terminar o relacionamento e excluí-la do testamento. René Senna era agricultor. Por causa da diabetes, teve as duas pernas amputadas e passou a vender doces na beira da estrada. Em 2005, ganhou sozinho o prêmio de R$ 51,8 milhões. Casou-se, então, com a ex-cabeleireira Adriana Almeida, que teria passado a cuidar das finanças do casal e o mantinha afastado da família, acusam amigos e parentes. Na manhã de 7 de janeiro, Senna estava num bar com amigos, quando dois homens chegaram numa motocicleta e dispararam contra o milionário. Quatro tiros o atingiram na cabeça. Senna, que tinha uma filha, morreu no local. Além de Adriana, foram acusados de participar do crime a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira e quatro ex-seguranças do milionário: o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente; o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira, o China; o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira; e o ex-PM Anderson Silva de Sousa. (Com Clarissa Thomé, de O Estado de S.Paulo, e Elvis Pereira, do estadao.com.br)

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