STJ decide amanhã data do julgamento de promotor

O Superior Tribunal de Justiça decide amanhã se concede ou nega liminar pleiteada pelo advogado Marcio Thomaz Bastos para adiar o julgamento do promotor Igor Ferreira da Silva, acusado de matar sua mulher, Patricia Aggio Longo, grávida de 8 meses em 98. A defesa pleiteia a liminar alegando cerceamento de defesa porque o relator do processo, desembargador José Osório, em maio do ano passado, indeferiu a realização de um novo exame de DNA. O primeiro exame, realizado a pedido da própria defesa, provou que Igor não era o pai da criança. Para o Ministério Público, o pedido de liminar é manobra protelatória da defesa, uma vez que só agora o julgamento para quarta-feira se insurge contra uma decisão tomada há quase um ano. Se condenado, Igor pode pegar uma pena de 17 a 40 anos de reclusão por homicídio qualificado e aborto provocado. Como se trata de crime hediondo, o réu não pode recorrer em liberdade. Igor insiste em sua versão de que Patricia foi morta por um assaltante. Entretanto, inúmeras provas indiciárias desmentem essa versão. O resultado do exame de DNA, para o Ministério Público "desmascara de uma vez por todas a afirmativa que a relação do casal era excelente".

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