STJ manda soltar funkeiros presos no Complexo do Alemão, no Rio

Prisão havia sido decretada por indícios de que músicos estavam envolvidos com narcotráfico

Priscila Trindade, Central de Notícias

27 de dezembro de 2010 | 17h35

SÃO PAULO - O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, relaxou a prisão dos cinco funkeiros presos durante uma operação policial no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

 

A prisão temporária de 30 dias foi decretada pelo Judiciário fluminense, sob o argumento de haver fortes indícios de que os músicos estariam envolvidos no crime de associação para o tráfico de drogas.

 

Frank Batista Ramos, Max Muller da Paixão Pessanha, Wallace Ferreira Mota e Fabiano Batista Ramos foram presos no dia 15 de dezembro. No dia seguinte, Anderson Romulado Paulino se apresentou de maneira espontânea na sede da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), no centro da cidade.

 

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou entendimento de que o delito de associação para o tráfico de entorpecentes é crime autônomo, não podendo ser equiparado a crime hediondo. Para a defesa dos músicos nenhum dos funkeiros é acusado de crimes que justifiquem a decretação da prisão temporária de 30 dias.

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