STJ mantém prisão de acusada de matar os pais no Pará

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Francisco Peçanha Martins, negou liminar para libertar a jovem Iraceli Barbosa Angelim, de 22 anos, acusada de ter mandado matar os pais na cidade de Ananindeua, no Pará, em 18 de agosto de 2004.De acordo com informações do site do STJ, o motivo do crime foi o receio de que o pai da jovem não aceitaria o fato de ela estar grávida de um amigo casado da família que a estaria ameaçando de morte. Segundo a denúncia, Iraceli propôs a Cosme Silva, pessoa muito próxima da família, que matasse os pais. Como ele afirmou não ter coragem de fazer o serviço, conseguiu um encontro com um adolescente de 16 anos, acertando o crime por R$ 600,00, um aparelho de DVD e um celular. O adolescente convidou um amigo para ajudá-lo.Na noite do crime, Iraceli facilitou a entrada dos assassinos e passou-lhes o revólver do pai, motorista da Polícia Civil. As vítimas estavam dormindo. Ela chamou a mãe, com a desculpa de que estava passando mal e, quando esta se encontrava na cozinha para providenciar um remédio, foi rendida e obrigada a deitar no chão. Morreu vítima de 18 facadas. Em seguida, os assassinos seguiram para o quarto, onde o pai foi morto com um único tiro na cabeça. A arma foi deixada ao lado do corpo para simular que ele matou a esposa e depois se suicidou.No habeas-corpus, a defesa alega que ela é primária, tem residência fixa no distrito da culpa e se encontra presa desde janeiro de 2005, com sério problema de saúde. Para a defesa, falta fundamentação ao decreto da prisão preventiva.Para o ministro Peçanha Martins, não há, à primeira vista, flagrante ilegalidade que justifique a concessão da liminar, devendo a acusada que permanecer presa até o seu julgamento pelo Tribunal do Júri.

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