STJ nega habeas-corpus a médico acusado de mortes em GO

O presidente do Superior Tribunal Justiça (STJ), ministro Raphael de Barros Monteiro, negou habeas-corpus ao médico Denísio Marcelo Caron, acusado de ter provocado a morte de quatro mulheres em cirurgias de lipoaspiração realizadas em Goiânia e em Brasília, além de ocasionar lesão corporal grave em outras 29 mulheres.A defesa do médico questionou o número de testemunhas a serem ouvidas no plenário do Tribunal do Júri, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Protestou, ainda, contra o que considera uma redação ruim da peça de acusação, alegando que o texto teria limitado o direito do acusado à ampla defesa.No pedido, a defesa pediu que fosse suspenso o trâmite do processo criminal, no qual o médico é acusado por homicídio duplamente qualificado pela morte de Adcélia Martins de Sousa, morta no dia 29 de janeiro de 2002, em Taguatinga, Distrito Federal.Segundo informações do Tribunal de Justiça, o julgamento por júri popular já estaria marcado para o dia 8 de maio de 2007, em Taguatinga.Adcélia, de 39 anos, era mãe de três filhos e funcionária da Terracap por quase duas décadas. Ela morreu após ter hemorragia e parada cardíaca durante a cirurgia feita por Caron, no Hospital Anchieta, em Taguatinga. Órgãos internos teriam sido perfurados por uma cânula (tubo de plástico) usada no procedimento. Antes da cirurgia, ela não apresentava qualquer tipo de problema de saúde.Depois de ter o registro suspenso pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás por realizar cirurgias plásticas no Estado sem ter especialidade na área, o médico passou a atuar no Distrito Federal. Chegou a ser preso uma vez no interior de São Paulo, mas não por muito tempo. Se condenado, o réu pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

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