STJ nega pedido de prisão domiciliar dos irmãos Cravinhos

Foi negado o pedido de prisão domiciliar para os irmãos Daniel e Christian Cravinhos, condenados pelo assassinato dos pais de Suzane von Richthofen em 2002, em São Paulo. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira, 22, por quatro votos a um, o pedido de habeas-corpus impetrado pela defesa dos irmãos. O relator do processo, ministro Nilson Naves, que havia concedido a liberação dos irmãos, foi vencido pelos votos dos ministros Hamilton Carvalhido, Paulo Gallotti, Paulo Medina e Maria Thereza de Assis Moura, que mantiveram a prisão preventiva dos irmãos.O pedido foi feito pela defesa dos Cravinhos antes do julgamento em que foram condenados pelo crime. Em 26 de maio deste ano, Suzane von Richthofen pediu prisão domiciliar, concedida pelo ministro Naves. Os advogados dos irmãos Cravinhos pediram, então, a extensão do benefício para eles. Os ministros Paulo Medina e Maria Thereza argumentaram ainda que o processo não deveria sequer ser analisado, pois o habeas-corpus de Suzane que seria estendido aos Cravinhos, já havia sido cassado e estes já haviam sido condenados por júri popular. O ministro Medina afirmou que, depois de uma condenação a mais de 30 anos de prisão por um crime bárbaro, seria uma ofensa à sociedade libertar os réus.Cristian e Daniel Cravinhos, juntamente com Suzane, assassinaram os pais dela, Manfred e Marísia von Richthofen, em São Paulo, em 2002, com golpes de porrete. Os três confessaram o crime e foram condenados, em julho deste ano. Suzane e Daniel foram condenados a 39 anos e 6 meses de prisão. O irmão dele, Christian, terá de cumprir 38 anos e meio. Ampliada às 20h17

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