Subdiretor de Bangu 1 era suspeito de fazer acordo para fugas

O assassinato do subdiretor do presídio de Bangu I, Wagner Vasconcellos da Rocha, pode ter sido encomendado portraficantes. O chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Álvaro Lins, admitiu hoje que o subdiretor vinha sendo investigado háseis meses pelo serviço de inteligência, sob suspeita de fechar um acordo para fuga de bandidos.As investigações apontavam que Rocha receberia R$ 5 milhões para facilitar a entrada de armas e granadas no presídio, além defacilitar um plano de fuga. O chefe de segurança de Bangu I, também está sendo investigado porque, segundo Álvaro Lins,?poderia estar envolvido nessa trama?.Rocha foi assassinado na manhã da última quinta-feira em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O delegado disse,sobre a investigação, que ?tínhamos informação de tentativas de fuga com colaboração de agentes da polícia e uma delasenvolvia o subdiretor?. Ele afirmou, entretanto, que ainda não há como afirmar que houve conexão entre a morte de Rocha e umpossível acordo entre ele e os traficantes.Segundo ele, os ?prováveis mandantes? do assassinato do subdiretor seriam os mesmos traficantes que estariam tramando afuga: Marcinho VP, Elias Maluco e Marquinhos Niterói.As investigações, segundo Lins, vão prosseguir sob a responsabilidade da Polícia Civil. Ele disse que a expectativa é que ocrime seja desvendado antes do prazo final estipulado para o inquérito, de 30 dias.Lins afirmou ainda que a Polícia Civil não recebeu qualquer pedido de segurança de Rocha e lembrou que, por lei, os diretoresde presídios no Rio podem escolher agentes para sua segurança pessoal. Anteontem, no enterro de Rocha, o subsecretário deAdministração Penitenciária, Aldney Peixoto, admitiu o subdiretor havia solicitado proteção especial ao Estado por já ter sofridoum atentado, mas ainda não tinha sido atendido.O subdiretor, que era agente penitenciário desde 1997, foi trabalhar na administração de Bangu 1 em setembro de 1999.

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