Submarino francês chega na quarta para buscar caixa-preta

Estados Unidos enviam também equipe com aparatos de detecção de sinais para ajudar nas buscas

08 de junho de 2009 | 16h53

O submarino nuclear Emeraude, enviado pelo governo francês, deve chegar na quarta-feira, 10, a região onde o avião da Air France caiu na noite de domingo, 31, para ajudar nas buscas. Utilizando um sistema sonar, o Emeraude tentará detectar sinais acústicos emitidos pelas caixas pretas do Airbus.

 

Veja também:

video Vídeo: Operação de resgate

lista Todas as notícias sobre o Voo 447

som Ouça a coletiva desta segunda-feira sobre o resgate dos 16 corpos

especialEspecial: Os desaparecidos do voo 447

especial Especial: Passo a passo do voo 447

mais imagens Galeria de fotos: buscas do Voo 447

mais imagens Galeria de fotos: homenagem às vítimas

blog Blog: histórias de quem quase embarcou

especialConheça o Airbus A330 desaparecido no trajeto Rio-Paris  

especialCronologia das tragédias da aviação brasileira

especialCronologia dos piores acidentes aéreos do mundo

 

Junto com o Emeraude, junta-se à esquadra na região do acidente - a cerca de 100 quilômetros da costa de Recife - o navio de guerra Mistral, o qual transporta helicópteros que realizarão busca e resgate de corpos que restam no mar dentre os 228 passageiros e tripulantes do voo AF 447. A terceira embarcação esperada é o Porquoi Pas?, que traz consigo robôs submarinos capazes de explorar o fundo do oceano em altas profundidades, além de dois rebocadores do armador francês Louis Dreyfus, também equipados de sonares.

 

No Atlântico, segundo o Estado-Maior francês, já trabalham a fragata Ventôse, que efetuou o resgate de alguns dos corpos encontrados até aqui, além de dois aviões de patrulha marítima Atlântico 2, um avião de supervisão e buscas Falcon 50M e um avião de detecção e comando Awacs. As aeronaves, segundo as Forças Armadas do país, somavam até ontem 170 horas de buscas na região.

Questionado pela imprensa francesa, o porta-voz do Estado-Maior, capitão Christophe Prazuck, afirmou nesta terça-feira, 9, que a missão de busca tem abatido os militares deslocados para a costa brasileira. "Para eles, é uma missão difícil. Mas eles estão conscientes da importância de seus trabalhos para as famílias das vítimas."

 

Nesta segunda-feira, os Estados Unidos anunciaram o envio de uma equipe com aparatos de detecção de sinais para ajudar nas buscas pelas caixas pretas, que registram os dados do voo e as conversas dos pilotos.

 

 

Enquanto isso, as equipes da Marinha e da Aeronáutica brasileiras continuam os trabalhos de buscas às vítimas. Até o momento, 16 corpos foram resgatados por barcos do País e da França e devem chegar em Fernando de Noronha nesta terça-feira, 8.

 

As buscas estão concentradas em um raio de 220 quilômetros traçado a partir do ponto onde se acredita que o avião caiu, situado a aproximadamente 740 quilômetros do arquipélago brasileiro de Fernando de Noronha, a 1.296 quilômetros de Recife. A operação conta com seis navios, sendo um francês, e 14 aeronaves, entre aviões e helicópteros, duas delas francesas.

 

O capitão de fragata Giucemar Tabosa, do Centro de Comunicação da Marinha, afirmou que há uma área de instabilidade no local das buscas, mas isto não atrapalha o trabalho das equipes de resgate. Segundo ele, as ações se concentram nos pontos onde foram localizados os corpos, e, além disso, a aeronave R-99 realiza varreduras para identificar novos focos de destroços.

 

Tamanha mobilização se dá à procura de dois equipamentos cujo tamanho é comparável a uma caixa de sapatos. A primeira caixa-preta é o Flight Data Recorder (FDR), que registra os parâmetros de voo, enquanto a segunda, o Cockpit Voice Recorder (CVR), registra as conversas de som na cabine de pilotagem. Segundo Laurent Kerleguer, engenheiro e especialista em ambiente marinho dos Serviços Hidrográficos e Oceanográficos (Shom), da Marinha da França, a complexidade das buscas pelos equipamentos dependerá da área de procura a ser delimitada e da profundidade em que os aparelhos estão perdidos.

 

As caixas-pretas são consideradas peças importantes - mas não necessariamente cruciais - na apuração das causas pelo Escritório de Investigações e Análises sobre a Aviação Civil (BEA).

 

(Com Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.