Submetido a arteriografia, Alencar continua na UTI

O vice-presidente José Alencar foi submetido ontem a uma arteriografia, que durou quatro horas e acabou no início da noite. O procedimento foi coordenado pelo médico intervencionista Francisco Carnevalle e acompanhado pelo cirurgião Raul Cutait e pelo oncologista Paulo Hoff.

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2010 | 00h00

Tratou-se da busca de uma pequena artéria que eventualmente nutria o tumor em sangramento. Segundo Cutait, o tumor fica no abdome, "invadindo o intestino delgado". "O vice-presidente não teve mais sangramento intenso como aquele que levou à cirurgia, mas nesses dias todos persistia um certo grau de sangramento que começou a criar problemas clínicos", disse. "O doutor Carnevalle conseguiu fechar a artéria e esperamos que o tumor pare de sangrar."

Cutait frisou que o procedimento foi "bem resolvido" e "o vice-presidente está bem". Boletim médico divulgado à noite informou que Alencar voltaria para a UTI após o procedimento.

Detalhes. "Foram realizadas duas etapas, uma arteriografia diagnóstica, que é o estudo dos vasos que nutriam o tumor, e um cateterismo superseletivo com um cateter de 1 milímetro de diâmetro", explicou Carnevalle. "Identificamos o foco que vinha sangrando. Foi diagnosticado e tratado pela embolização."

A embolização é a injeção de microesferas de acrílico, revestidas por colágeno, para fechar mecanicamente os vasos comprometidos. "São muito pequeninas, como grão de açúcar", disse.

Indagados se Alencar pode comparecer à posse de Dilma Rousseff, em Brasília, os médicos explicaram que precisariam de 48 a 72 horas para avaliar a evolução do quadro do paciente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.