Subsíndica vai reformar local onde menina morreu

A subsíndica do Conjunto Habitacional Cem, no Engenho da Rainha, zona norte, Fátima Valverde, decidiu reformar o local onde a estudante Daniela Gouvêa Lins, de 14 anos, foi assassinada na noite desta quinta-feira."Nosso objetivo é retirar o escorrega, modificar essa área, para ver se as crianças esquecem um pouco isso", afirmou Fátima.Daniela conversava com amigas perto do brinquedo, quando foi atingida no pescoço por um tiro de espingarda, disparado pelo desenhista aposentado Ahil Neves Nestal, de 72 anos, irritado com o barulho que as adolescentes supostamente faziam.Aos prantos, a mãe de Natália, de 12 anos, quase atingida pelo tiro, lamentava o estado emocional da filha. "O que ele fez com a vida de uma porção de crianças? Minha filha não quer mais sair de casa nem pra ir à escola", afirmou.Abalados, os pais da menina morta descansam na casa de amigos. Neste sábado, Michelle Rocha Sampaio Afonso, de 11 anos, foi internada em uma clínica para a retirada de fragmentos do projétil, que se alojaram em seu rosto e ombro. Ela estava ao lado de Daniela quando o crime aconteceu.Aproximadamente 200 pessoas acompanharam o velório e o sepultamento do corpo da estudante, nesta sexta-feira, no cemitério de Inhaúma, zona norte.O acusado pelo assassinato continua preso na Polinter, na Praça Mauá, no Centro da cidade, em uma cela especial devido a seu estado de saúde. Ele alega que seu objetivo era apenas intimidar os adolescentes e que o disparo foi acidental.Entretanto, um tio da menina morta, Valdemar Gouvêa, de 64 anos, funcionário público aposentado, contou que de vez em quando ouvia tiros no conjunto habitacional. "Ele disse que era caçador. Só se for caçador de criança. É melhor ele não voltar aqui", disse.

Agencia Estado,

16 de junho de 2001 | 15h16

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