Sul da Bahia tem arrastões e ataques a tiros

Transporte coletivo em cidades como Ilhéus e Itabuna segue parado e lojas estão fechadas

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2012 | 14h15

Saques em lojas e mortes violentas voltaram a ser registrados na madrugada de ontem no sul da Bahia, onde 2.220 policiais militares estão de braços cruzados desde quinta-feira. O transporte coletivo em cidades como Itabuna e Ilhéus segue parado, as lojas não abrem há dois dias. Eventos pré-carnavalescos foram cancelados.

Na noite de sexta-feira, cerca de 30 pessoas fizeram um arrastão em barracas da Central de Abastecimento de Ilhéus, o que ampliou a tensão na cidade de cerca de 200 mil habitantes. Durante a madrugada de ontem, também houve arrombamentos em lojas tradicionais do centro da cidade.

“Roubaram todo o dinheiro que estava no caixa. Estava na cara que aconteceria isso sem polícia”, contou lojista Antonio Mascarenhas, de 66 anos. Ontem, ao chegar a sua loja pela manhã, no centro de Ilhéus, Mascarenhas não encontrou mais os R$ 3 mil em brinquedos.

Foram registrados ataques a tiros contra estabelecimentos comerciais em cidades como Paulo Afonso, no norte do Estado, e Barreiras, no extremo oeste. Nos dois municípios, todos os PMs aderiram à greve, em assembleias realizadas na noite de ontem. Em Barreiras, por exemplo, duas agências bancárias, uma loja de roupas, uma clínica médica e a sede da TV Oeste, afiliada da Rede Globo, foram atingidas por tiros. Não houve feridos ou saques, segundo a SSP.

Vitória da Conquista, no sul do Estado, também teve estabelecimentos danificados por ação de vândalos. Lojas do centro da cidade e uma agência bancária tiveram as portas quebradas por pedras. Em Feira de Santana, segundo maior município do Estado, foram registrados três homicídios e, em Itabuna, um. (colaborou Tiago Décimo)

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