Werther Santana/Estadão
O país tem uma enorme oportunidade de fazer a transição dos carros com motor a combustão para modelos elétricos, já para veículos autônomos os obstáculos são maiores Werther Santana/Estadão

Summit Mobilidade: O longo trajeto de autônomos e elétricos

Falta de políticas publicas e de padronização na sinalização podem atrasar a implementação da tecnologia em escala comercial

Leonardo Pessoa, ESPECIAL PARA O ESTADÃO

28 de maio de 2021 | 05h00

O Brasil tem uma enorme oportunidade de fazer a transição dos carros com motor a combustão para modelos híbridos e elétricos. Mas a o se falar de veículos autônomos a história muda. “Não há grande movimento para além da fase de testes”, diz Paulo Manzano, diretor de marketing e produto da Jaguar Land Rover. Segundo ele, os principais gargalos são a falta de políticas publicas, de padronização na sinalização. “Cidades não são uniformes em termos de sinalização e o relevo é complexo. Há muitos desafios antes de pensar em trazer para a escala comercial”, afirma.

Com uma companhia subsidiária dedicada a carros autônomos, o Google quer ajudar o Brasil nessa tarefa. “Há muitos desertos de dados necessários para que os carros sejam autônomos no futuro”, diz Newton Neto, diretor da empresa. Neste momento, a gigante da tecnologia trabalha na criação de endereços digitais rurais para cerca de 2 milhões de propriedades no interior paulista. Para ele, os resultados vão afetar outros serviços digitais que podem beneficiar a população.

Não é apenas nas ruas e estradas em que a eletremobilidade recebe mais atenção. Stella Hiroki, pesquisadora no tema, cita o projeto Robot, do Massachusetts Institute of Technology (MIT) com a prefeitura de Amsterdã: a utilização de barcos autônomos como solução para melhorar o deslocamento de produtos e ampliar a parte aterrada da cidade. “Constatou-se que conseguem aumentar a circulação nas calçadas, e ainda podem coletar dados da poluição das águas, do ar”, diz. Os Jogos Paralímpicos de Tóquio foram lembrados. “O governo japonês vai usar o evento como vitrine para a utilização do transporte público veicular autônomo, principalmente por causa dos paratletas”, diz Stella.

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