Surfe nas ondas do asfalto, com o carveboard

Skate grande com rodas parecidas com as de um kart e, em cima, um sujeito fazendo manobras de surfe. Esta mistura, que tem até um pouco de snowboard, é o carveboard, uma espécie de surfe no asfalto.O esporte é recente no Brasil. Criado em 1997, quando o surfista Brad Gerlach e seu pai, Joe, idealizaram, na Califórnia, uma prancha para o treinamento de algumas manobras do surfe no asfalto, o carve cativou fãs das ondas.Surfistas que moram longe da praia e skatistas que procuram novos tipos de manobras são os principais praticantes. "Consigo fazer os mesmos movimentos que faço na água", diz o brasileiro Rodrigo Resende, tricampeão mundial de surfe em ondas gigantes."O carveboard é o único esporte que simula com perfeição o surfe fora d´água", afirma Ricardo Ducco, diretor da empresa Dropboards, que vende os equipamentos necessários para a prática.Brasileiros que conheceram o carveboard nos Estados Unidos difundiram a modalidade no País. Foi assim que o webdesigner José Bonifácio Andrada e Silva, de 26 anos, mais conhecido por Boni, teve contato com o esporte. "Um amigo meu, que morou na Califórnia, trouxe um skate e me apresentou o carve".Qual é o barato?A prancha do carveboard tem eixos sobre molas, o que permite executar a cavada, curva brusca e fechada típica do surfe. Para movimentar o equipamento é preciso mexer o corpo, como no surfe. Ao contrário do skate, os pneus têm calibragem, influenciando na velocidade.Em pistas com muitas ladeiras, as rodas são previamente calibradas com menos pressão, para garantir maior estabilidade. Em terrenos mais planos, o ideal é o uso de mais pressão, para ganhar velocidade. "O grande barato do carve é que é muito fácil, até meu filho de 7 anos anda", afirma o executivo Raphael Trujillo, de 39 anos.O empresário, que já gostava de skate e surfe, comprou uma prancha há 2 anos e meio. Começou andando sozinho e depois formou um grupo com familiares e amigos. "Não é preciso muita técnica, como no skate. Você começa a andar e depois de um tempo já consegue fazer os movimentos de tubo".Quem curteBoni destaca que é um esporte ideal para ser praticado em São Paulo. "A cidade é longe da praia, o que não permite a prática do surfe. Para andar de skate, é necessário ir a pistas específicas. Já o carveboard pode ser praticado em qualquer ladeira em boas condições".Apesar de os carvers, como são chamados os praticantes da modalidade, serem na maioria homens de 25 a 35 anos, as mulheres estão descobrindo a modalidade."As meninas estão chegando, às vezes de forma tímida, sozinhas, ou acompanhadas de seus namorados" afirma a estudante Glenda Martins, de 27 anos. Praticante de skate longboard, em 2003, ela ganhou um mountain board, parecido com o carve, mas para montanhas. Daí para o carve, foi um pulo. "Embora sejam skates diferentes, o carve é fantástico".Não há competições de carveboard. Os praticantes se reúnem informalmente. Em São Paulo, a Dropboards já realizou três encontros deste tipo, o chamado Carving Day.A primeira edição do evento reuniu carvers em um túnel da Rodovia dos Imigrantes. Na segunda, o local de encontro foi o Pico do Jaraguá, e, na terceira, num trecho de serra da Rodovia Carvalho Pinto. "Planejamos mais uma edição para o primeiro semestre desse ano, mas estamos dependendo de patrocínio", afirma Ricardo Ducco.Como começarA parte mais difícil do carveboard é o preço. Como muitas peças são fabricadas no exterior, um skate novo custa em média R$ 800, valor parecido ao de uma prancha de surfe. Além disso, o conjunto de acessórios de segurança com capacete, joelheira, luvas, caneleira e cotoveleira pode custar até R$ 200.Em São Paulo, cerca de 25 lojas vendem a prancha. A Dropboards já vendeu 1.200 equipamentos, a maioria deles para a capital paulista. Contudo, em outras cidades como Curitiba e Rio de Janeiro os boards também podem ser encontrados.Os melhores locais para praticar o esporte, os chamados "picos", são ladeiras em boas condições e, de preferência, com pouco movimento. Em São Paulo, bairros como Sumaré e Morumbi são os preferidos. Além disso, alguns praticantes se reúnem no Museu do Ipiranga nos finais de semana.Onde comprarSão PauloCapital Dropboards - Caxingui, 3722-5174. www.dropboards.com.br Beco do Longboard - Tatuapé, 6671-0088.www.becodolongboard.com.br Mandi - Shopping Iguatemi - Jardim América, 3032-9928 Red Nose - Shopping Ibirapuera - Moema, 5097-9867.www.rednose.com.br Rip Curl - Jardins, 3063-5103 SP Surf - Shopping Interlagos - Vila Silvana, 5677-3389 SP Surf - Shopping Jardim Sul - na Vila Andrade, 3743-0393 SP Surf - Shopping Morumbi - no Jd. Das Acácias, 5181-5656 ST Comp - Moema, 5532-0453 Star Point - Jardins, 3898-0567. www.starpoint.com.br Star Point - Moema, 5561-1514. www.starpoint.com.br Star Point - Shopping Anália Franco - Jardim Anália Franco, 6672-2687. www.starpoint.com.br Star Point - Shopping Eldorado - Jardim Paulista, 3812-1030. www.starpoint.com.br Star Point - Shopping Jardim Sul - Vila Andrade, 3501-8388. www.starpoint.com.br Star Point - Shopping Villa Lobos - Alto de Pinheiros, 3022-2657. www.starpoint.com.br Todas As Ondas - Pinheiros, 3814-2919. www.todasasondas.com.br ZIL - Jardins, 3086-0569 ZIL - Alto de Pinheiros, 3024-3814Outras cidades Big Island - Shopping Tamboré - em Barueri, (11) 4166-9848 ou 4166-9849 Rip Curl - no Guarujá, (13) 3382-2427 Star Point - em São José dos Campos, (12) 3921-3330.www.starpoint.com.brRio de JaneiroStar Point - Barra Shopping - Rio de Janeiro, (21) 3089-1020. www.starpoint.com.br Star Point - Rio Sul - Rio de Janeiro, (21) 2295-1682. www.starpoint.com.br Star Point - Norte Shopping - Rio de Janeiro, (21) 2592-6361. www.starpoint.com.br Star Point - Plaza Niterói - Niterói, (21) 2719-8691. www.starpoint.com.brMinas GeraisBlunt Skate Park - Belo Horizonte, (31) 3284-2161 Skate Limits - Belo Horizonte, (31) 3286 5783. www.skatelimits.com.brBahiaKalua - Salvador, (71) 3369-3229Rio Grande do SulMormaii - Bourbon Country Shopping - Porto Alegre, (51) 3362 2784. www.mormaii.com.br

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