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Surgem novas acusações de extorsão contra policiais

Após a veiculação das imagens que mostram policiais do Denarc em ação na região da Cracolândia, no bairro de Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, o MPE passou a receber várias denúncias de extorsão supostamente cometidas por investigadores.Uma dessas testemunhas, a dona de casa M.A.P.O., disse, nesta segunda-feira, aos promotores, que o investigador do Denarc José Carlos de Castilho - um dos cinco que estão presos - praticou diversos crimes no bairro de Pirituba, zona oeste da capital.Os promotores do Gaeco que investigam o caso preferem não comentar os depoimentos para que outras provas sejam colhidas. Segundo a dona de casa, seu filho, que morreu quando roubava um carro, foi vítima de extorsão de Castilho, quando este era investigador do antigo Departamento de Investigações sobre Crimes Patrimoniais (Depatri).M. disse que seu filho precisou dar R$ 5 mil ao policial para não ser preso por andar com um carro roubado, em 1994.Um segundo caso, que supostamente envolve quatro investigadores da 2.ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), foi relatado os promotores. O empresário Luciano (ele não quer a divulgação do sobrenome) garante que foi processado e condenado a 6 anos de prisão por tráfico porque não aceitou pagar US$ 10 mil - na época o equivalente a R$ 20 mil - aos policiais.O episódio, ocorrido em 11 de maio do ano passado, teve início com a prisão de um funcionário do empresário com 12 comprimidos de ecstasy. Os investigadores descobriram que Luciano era filho de um fazendeiro e teriam tentado extorquir dinheiro dele."Eles colocaram um punhado de maconha na minha casa e me incriminaram", disse o empresário, que está apelando em liberdade de sua condenação. O funcionário flagrado com ecstasy morreu na cadeia.

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