Surto de toxoplasmose alarma cidade do Paraná

Um surto de toxoplasmose (doença que atinge o sistema nervoso) está assustando a população de Santa Isabel do Ivaí, cidade de aproximadamente 9,3 mil habitantes, a 580 quilômetros de Curitiba, no noroeste do Paraná.A Secretaria de Estado da Saúde confirmou 65 casos da doença e há pelo menos 70 suspeitos aguardando resultados de análises laboratoriais. Entre os casos confirmados estão o de três mulheres grávidas, consideradas pacientes de risco, visto que o feto pode sofrer as conseqüências, como aborto, má-formação congênita ou cegueira.A secretária municipal da Saúde, Ana Elisa Mazzotini, disse que a notificação de surtos de toxoplasmose é rara no mundo. Segundo ela, somente no Canadá houve um número maior do que o registrado agora em Santa Isabel do Ivaí.Ainda não há uma conclusão sobre como o protozoário Toxoplasma gondii, causador da infecção, propagou-se entre a população. As hipóteses prováveis são de que pode ter sido transportado pela rede de água, verduras ou carnes cruas, leite ou queijo. "Não temos dados para apontar ou descartar qualquer hipótese", disse a secretária.O protozoário tem como hospedeiros as aves e os animais domésticos, principalmente o gato, que o transmite pelas fezes. Os principais sintomas são febre alta, dor de cabeça e no corpo e, posteriormente, podem aparecer gânglios no pescoço.No entanto, em alguns casos a doença pode ser assintomática. Segundo a secretária, na maioria dos casos o próprio organismo reage contra a infecção. Por isso, está sendo priorizado o atendimento às pessoas imunodeprimidas, entre elas transplantados e gestantes.A recomendação que vem sendo dada à população é para que ferva a água e o leite antes de consumi-los, pois o calor mata o protozoário. Também vem sendo pedido que as pessoas evitem comer verdura crua ou carne mal passada.Foi recomendado ainda que as mulheres em idade fértil evitem a gravidez neste período. Aquelas que pretendem engravidar estão sendo convidadas a procurar orientação dos agentes de saúde. Segundo a secretária, nos últimos dias diminuiu o volume de aparecimento de novos casos de pessoas com os sintomas.

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