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Suspeita de contaminação interdita Basf em Campinas

O Ministério Público do Trabalho de Campinas interditou a Indústria Química Basf, em Paulínia, que havia anunciado no início do mês, o fechamento da unidade e o desligamento dos 207 funcionários no próximo dia 31. A interdição, decidida em audiência realizada ontem, foi motivada após estudo de uma comissão de médicos e sindicalistas apontar risco eminente de contaminação em trabalhadores e áreas vizinhas. A Basf manipula defensivo agrícola e está instalada no terreno onde funcionou a extinta Shell Química S/A que responde um processo por contaminação de solo e lençol freático de chácaras do Recanto dos Pássaros. Conforme determinação do Ministério Público moradias foram evacuadas e a maioria compradas pela Shell. O processo ainda corre na justiça. Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Químicas de Campinas, regional de Paulínia, Celso Aparecido Lopes a Basf parou de operar dia 20 e há forte suspeita de todo tipo de contaminação. No quadro de funcionário 90% é da antiga Shell. "Com a interdição a empresa deverá relatar os produtos ali armazenados e aplicar exame de saúde mais detalhado no pessoal ", disse, acrescentando que reatores, processadores e áreas ao redor da empresa devem ser descontaminados. O representante da Basf, Marcos Ferreira, falou que a empresa vai acatar a decisão do MP e está estudando os relatórios da comissão.

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