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Suspeita de fraude faz Prefeitura adiar reajuste do talão da Zona Azul

Por suspeita de fraude, a Secretaria Municipal dos Transportes suspendeu o aumento previsto na folha de Zona Azul, que passaria de R$ 1,80 para R$ 3 a partir de amanhã. A suspeita, que será apurada em sindicância, é de represamento por parte das quatro empresas responsáveis pela distribuição - elas estariam mantendo os talões fora do mercado, para vendê-los quando houvesse o reajuste.A sindicância foi aberta por reclamação de cidadãos que não conseguiam adquirir os talões, mesmo com aumento da oferta nos pontos autorizados - segundo a Secretaria, em maio foram impressos 359 mil talões, ante 228 mil em abril. A suspeita é que parte dos novos talões não tenha chegado aos pontos de venda. Agora, não há prazo para o reajuste, que elevaria o preço do talão com dez folhas para R$ 28. As empresas responsáveis pela distribuição (Good Mix, Fernando Chinaglia, Serv Lot e Correios) passarão por auditoria.ELETRÔNICAOs testes com a Zona Azul eletrônica em 3.072 vagas na região dos Jardins e Cidade Jardim, programados para terminar no início deste mês, foram prorrogados até o fim do ano. Trata-se de mais uma chance para um sistema que não vem mostrando resultados. O último levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra procura baixa em seis meses de testes - média de 2,3 cartões vendidos por dia para 2.016 vagas nos Jardins e de 0,86 cadastramento telefônico diário para as 1.056 vagas na Cidade Jardim.Falta de confiança e de informação sobre o sistema são razões apontadas para a baixa procura. Nos Jardins, há pontos de venda que já deixaram de oferecer os cartões de recarga necessários para habilitar o sistema via celular - após a instalação de aplicativo no celular, que será abastecido com créditos do cartão, deve-se digitar placa do veículo, zona e setor de onde se quer estacionar. Para especialistas, a CET deveria divulgar amplamente as vantagens do sistema. "O cliente não vê motivos para trocar os talões", afirma o consultor Sergio Ejzenberg. Bancas de jornal e lotéricas da região relatam vendas de apenas um cartão desde o início dos testes, em dezembro.Nas ruas da Cidade Jardim, onde o sistema é mais simples - o usuário deve informar, ao estacionar e ao deixar a vaga, pelo telefone 3065-5252, a placa do carro e a numeração indicativa da vaga, fixada no meio-fio -, o problema é a falta de informação. "Quis usar o sistema, mas não encontrei o número de telefone", conta a empresária Mariana Alves, de 33 anos. "A informação deve circular se quiserem que funcione." O motivo da prorrogação, segundo a CET, é a possibilidade de expansão para outras regiões da cidade.

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