Suspeita de integrar quadrilha de seqüestradores é presa

Uma casa usada como cativeiro no seqüestro de um estudante de 16 anos, em novembro passado, foi localizada na manhã desta quinta na região central de Taubaté, no Vale do Paraíba. Por volta das 6 horas, oito policiais da Delegacia Anti-Seqüestro do Vale do Paraíba chegaram à casa, no bairro Santa Fé. "Chegaram armados, entraram no quintal e foram abrindo tudo", contou a aposentada Maria Rosa de Sá, vizinha do cativeiro. A doméstica Ana Carolina Chaves foi presa em flagrante acusada de ser a "funcionária" da casa, pois tomava conta da vítima. Ela contou aos policiais que não recebeu nada em troca do "serviço" e indicou que o local foi o primeiro de uma seqüência de lugares onde os seqüestradores esconderam o adolescente, que ficou refém por nove dias. A quadrilha só libertou a vítima depois do pagamento de resgate no valor de R$ 150 mil. Pela manhã, o adolescente, seu pai e um tio foram chamados pelos policiais até a casa para tentar reconhecer o local e os pertences dos seqüestradores. "Não consigo me lembrar de nada, não reconheço ninguém, porque fiquei com os olhos tampados o tempo todo", relembrou o estudante. "A polícia nos avisa da prisão de cada integrante da quadrilha, mas só vamos ficar mais tranqüilos quando todos estiverem na cadeia", disse o pai do estudante. Oito integrantes, entre eles o líder do bando, Marcos da Silva, conhecido por Babão, estão detidos. Pelo menos mais quatro pessoas estão sendo procuradas acusadas de participar da mesma quadrilha. Depois de prestar depoimento, Ana Carolina foi levada para a cadeia feminina de Pindamonhangaba. A polícia ainda não sabe se a quadrilha praticou outros seqüestros na região do Vale do Paraíba.

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