Suspeito da morte de deputado apresenta álibi

Considerado até agora um dos principais suspeitos da morte do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB), ocorrida no dia 18 de dezembro, o fugitivo da cadeia de Foz do Iguaçu, Júlio Carlos de Oliveira, de 18 anos, provou ao delegado Alexandre Macorin, que preside o inquérito, que embarcou no dia 16 para Cuiabá, numa viagem que demora 24 horas. O álibi está sendo checado pela polícia, pois ele poderia ter descido antes de chegar à capital matogrossense. Mas, de qualquer forma, o delegado disse que as investigações deverão se fixar mais em outras frentes.A princípio, Macorin descarta que a morte, a tiros, tenha conotação passional, conforme chegou a ser pensado. Para ele, o deputado, que tinha um programa policial muito polêmico na televisão e no rádio, foi morto por questões políticas ou por vingança. A suspeita recaiu sobre Oliveira, pois ele tinha declarado várias vezes, enquanto estava preso, que, se fugisse, a primeira coisa que faria seria matar o deputado. Ele estava detido por ter matado o traficante Abelino de Jesus.Em seu programa, o deputado havia dito que Oliveira o fizera a mando de policiais, o que lhe trouxe problemas dentro da cadeia. Além disso, ao ser preso em Cuiabá, Oliveira disse informalmente que não tinha matado, mas que sabia quem encomendara o crime, pois teria sido procurado. No depoimento em Curitiba ele negou ter falado isso.A descrição feita pelo porteiro do edifício onde o deputado morava, que presenciou o crime, em frente ao prédio, também coincide com a aparência de Oliveira. O delegado Macurin acredita que o preso possa saber mais do que falou no primeiro depoimento, que demorou cerca de seis horas. Por isso, ele deveria conversar mais com Oliveira. "Não estamos tratando com um criminoso comum", alegou. Além da fuga de Foz, Oliveira já fugiu duas vezes de cadeias na Bahia.

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