Suspeito da Morte de Toninho do PT é preso

O secretário Estadual de Segurança, Marco Vinícius Petrelluzzi, disse nesta quarta-feira em Campinas que a polícia prendeu um suspeito de envolvimento na morte do prefeito Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT.Mas ele não deu nenhum detalhe sobre a circunstâncias da prisão nem das investigações que estão sendo feitas. ?Só posso dizer que há um suspeito preso. Nada mais vai ser divulgado?, comentou.Petrelluzzi esteve em Campinas para participar de uma reunião com a prefeita Izalene Tiene (PT) e com o secretário de segurança do Ministério da Justiça, Pedro Alvarenga.O encontro teve ainda a participação do presidente da Câmara Municipal de Campinas, Romeu Santini (PSDB). Eles discutiram medidas para reduzir a violência na cidade.Alvarenga disse que o Ministério da Justiça deverá destinar pouco mais de R$ 1 milhão para treinar e equipar a Guarda Municipal de Campinas.Segundo ele, R$ 40 milhões da verba do ministério serão distribuídos para as guardas municipais de 50 cidades do País. Alvarenga comentou que Campinas é uma das prioridades do Ministério da Justiça. ?É um valor pouco expressivo, mas é o que o governo federal dispõe no momento? alegou.Petrelluzzi disse que o governo do Estado também irá contribuir para tentar controlar a violência na cidade. Segundo ele, algumas medidas foram tomadas, como aumentar o efetivo policial da cidade, principalmente da Polícia Militar, manter operações esporádicas da Rota em Campinas e colaborar com policiais de São Paulo em ações especializadas, como as do Departamento de Narcóticos e Seqüestros.O secretário comentou ainda que a Tropa de Choque de São Paulo será deslocada para fazer segurança em Campinas durante espetáculos esportivos, para que não seja necessário tirar os policiais da cidade das ruas.De acordo com o secretário, além de medidas repressivas, o Estado irá desenvolver trabalhos preventivos em Campinas, mas não especificou que trabalhos serão esses.Petrelluzzi contestou a informação de que a cúpula policial de Campinas tenha que residir na cidade. O comandante da PM, o diretor da Polícia Civil e o delegado seccional moram em São Paulo.O secretário disse que isso ocorre para que eles possam atuar de maneira isenta no município. Petrelluzzi disse também que foi aberto inquérito na Corregedoria de Polícia de São Paulo para investigar se houve abuso na ação de policiais civis que mataram quatro seqüestradores na cidade de Caraguatatuba nesta terça-feira à noite.Os mortos seriam suspeitos de praticar seqüestros em Campinas. Os policiais civis alegam que atiraram para se defender, mas de acordo com a perícia os quatro seqüestradores foram mortos com tiros na cabeça.Fontes da Polícia Civil disseram que um deles poderia estar envolvido no assassinato do prefeito. Petrelluzzi não confirmou e disse que isso está sendo investigado.Para o secretário Municipal de Assuntos Jurídicos, Nilson Lucilio, seria melhor se o suspeito fosse apresentado vivo pela polícia. O delegado seccional Osmar Porcelli não estava em Campinas nesta quarta-feira para confirmar se há um suspeito detido.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.