Suspeito de atirar em estudante entrega arma

O inspetor Marco Ripper, apontado pelo secretário de Segurança Pública do Rio, Anthony Garotinho, como principal suspeito da autoria do disparo que atingiu a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, entregou ontem à tarde à polícia sua pistola calibre 40, um carregador e 11 cápsulas de munição. O calibre da arma é idêntico ao da bala que atingiu a estudante no dia 5, dentro do câmpus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, na zona norte. Acompanhado do advogado Paulo Ribeiro, Ripper foi espontaneamente à Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e entregou a arma ao delegado Luiz Alberto Ferreira, responsável pelas investigações. Hoje a pistola será encaminhada ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICE) para ser submetida a um exame de confronto balístico. Ontem, Ripper depôs, pela terceira vez desde que ocorreu o crime, por mais de quatro horas. Seu advogado reafirmou que o policial não estava na universidade quando a estudante foi baleada. E negou, mais uma vez, que Ripper chefie a equipe de segurança da Estácio, como alegaram testemunhas. Segundo Ribeiro, ele apenas "presta consultoria" à Estácio de Sá. Como álibi, afirma que no dia solicitara ao condomínio onde mora um conserto no imóvel. O delegado Ferreira recebeu, na madrugada de ontem, de um advogado da universidade, uma nova fita de vídeo com imagens do circuito interno de TV do câmpus gravadas no dia do crime. A fita foi encontrada na sexta-feira dentro do armário de um banheiro da sala de monitoramento do circuito. A polícia informou que a fita será periciada. Numa análise preliminar, a fita não traz nenhuma informação relevante, porque a gravação foi direcionada para a cantina, local onde a estudante foi baleada, apenas três minutos após o momento do disparo. Hoje, diretores da Estácio de Sá devem ser ouvidos pela polícia.

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