Suspeito de comandar milícia é transferido para Bangu 8

Deputado estadual está preso desde segunda-feira e vai responder por formação de quadrilha e outros crimes

23 de julho de 2008 | 02h49

Preso na noite da última segunda-feira em sua casa no Rio de Janeiro, o deputado estadual Natalino José Guimarães (DEM/RJ) foi transferido nesta terça-feira, 22, da Polinter, onde chegou à tarde, para o complexo prisional de segurança máxima Bangu VIII. Ele foi preso sob suspeita de comandar um grupo de milicianos.  Veja também:Natalino Guimarães acusa polícia de 'plantar' armas em sua casaDeputado suspeito de ligação com milícias é preso no RioGrupo faz 'panelaço' contra prisão de deputado no RioDeputados do Rio discutem nesta quarta prisão de Guimarães  Natalino Guimarães, segundo a polícia, estaria usando sua casa como quartel-general da quadrilha. O deputado nega envolvimento com as milícias, grupos que ocupam o lugar de traficantes em favelas e cobram dinheiro dos moradores em troca de suposta proteção. Na noite de segunda-feira, no momento da prisão, houve troca de tiros. Policiais militares e civis, numa ação conjunta, apreenderam na residência do deputado armas e carros importados. Junto com o parlamentar foram presos dois PMs, um agente penitenciário, um assessor parlamentar e um homem procurado pela Justiça acusado de assassinato. Natalino vai responder por formação de quadrilha, tentativa de homicídio, favorecimento pessoal e porte ilegal de armas. O grupo supostamente comandado pelo deputado é conhecido como "Liga da Justiça", que age em Campo Grande e é mantido por atividades ilegais como ligações clandestinas de TV a cabo, transporte alternativo e venda superfaturada de gás de cozinha, que são realizadas em comunidades da região, gerando R$ 2 milhões por mês ao grupo. O irmão do deputado, o vereador Jerônimo Guimarães Filho, segundo a polícia, também possui envolvimento com a milícia. O vereador está preso desde dezembro do ano passado.

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