Suspeito de estupro mata ladrão e é preso

O taxista Domingos Momesso, de 46 anos, de Porto Ferreira, investigado por estupro, está agora respondendo a outro inquérito: o taxista, ao reagir a uma tentativa de roubo, matou um dos possíveis ladrões e feriu outro, Vanderley de Almeida, de 45 anos. Vanderley, conhecido como ?Gaúcho? é marido de Leonice, a mulher que denunciou Momesso por estupro. Almeida está internado, sob escolta policial. E o taxista foi autuado por porte ilegal de arma.O motivo do roubo poderia ser vingança. A polícia informa que ainda está averiguando a acusação de estupro. Almeida será preso assim que for liberado pelo Hospital Dona Balbina, onde aguarda cirurgia para extrair a bala.Segundo Momesso, às 21h20 de sábado, um homem pediu uma corrida para uma propriedade rural perto da Rodovia Anhangüera. Ele chegou ao local, mas o passageiro pediu que tocasse mais adiante, onde Momesso foi rendido com um revólver. Almeida chegou em outro veículo e o espancou. Momesso foi algemado, pela frente, e colocado no porta-malas de seu próprio carro, um Gol. "Quando isso ocorreu, agradeci a Deus", afirmou o taxista. Ele mantinha ali um revólver carregado. O taxista conseguiu disparar dois tiros no motorista, Marcelo Cunha Juni, de 35 anos, que morreu no local, e em Almeida, que estava em outro veículo e fugiu. "Não queria fazer isso, mas era matar ou morrer, pois eles diziam que iriam me matar", explicou. Almeida, reconhecido por Momesso, foi localizado num hospital de Pirassununga e transferido para Porto Ferreira. Momesso pagou R$ 100,00 de fiança pelo porte ilegal da arma. Ele nega que tenha estuprado Leonice. "Só fiz uma corrida para ela, que dizia estar se separando, até Pirassununga, mas resolveu voltar para casa e nem me pagou; sou taxista há 26 anos e nunca mexi com as mulheres", disse.

Agencia Estado,

17 de setembro de 2001 | 16h09

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